Durigan diz que proposta de Flávio sobre dívidas causaria calote geral

Ministro da Fazenda afirma que suspensão de pagamentos travaria sistema de crédito e prejudicaria financiamentos imobiliários e empresariais

Durigan diz que proposta de Flávio sobre dívidas causaria calote geral
Ministro da Fazenda Dario Durigan rebateu proposta de Flávio Bolsonaro. Foto: Diogo Zacarias/MF — Foto:   • Diogo Zacarias/MF

O ministro da Fazenda afirmou que a medida proposta pelo candidato à Presidência travaria o sistema financeiro e prejudicaria consumidores e empresas.

O ministro da Fazenda Dario Durigan afirmou nesta terça-feira (20) que a proposta do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) de comprar dívidas bancárias e suspender temporariamente os pagamentos de consumidores e empresas causaria um “calote geral” na economia brasileira.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Durigan rebateu a promessa feita pelo senador durante o debate presidencial da Band no último domingo (18). Segundo o ministro, a medida seria impossível de implementar e prejudicaria diretamente consumidores e empresas que dependem de financiamentos.

“Nenhum governo tem o poder de implementar um calote geral na economia que, na prática, travaria todos os sistemas de crédito”, afirmou.

Durigan argumentou que a interrupção dos pagamentos por até um ano comprometeria a disponibilidade de recursos no sistema financeiro. De acordo com o ministro, a suspensão inviabilizaria a concessão de novos empréstimos, desde financiamentos imobiliários e compras de eletrodomésticos até operações de capital de giro para empresas e crédito rural.

“Se o sistema financeiro fica sem receber trilhões de reais por até um ano, não haverá recurso para esses novos créditos e, no limite, nem para devolução do dinheiro que você tem em investimento e depositado em contas bancárias”, declarou o ministro.

O ministro também afirmou que a suspensão dos pagamentos não significaria o perdão dos débitos. Na avaliação dele, os consumidores continuariam endividados, com a incidência de juros sobre os valores devidos.

“Você continua endividado nessa proposta e os juros continuam aumentando a sua dívida”, disse Durigan.

Durante o debate presidencial da Band, Flávio Bolsonaro prometeu conceder um período de carência de seis meses para pessoas físicas e de um ano para empresas, caso seja eleito. O candidato do PL também defendeu a compra de dívidas pelo governo, com descontos negociados junto às instituições financeiras, além da oferta de crédito barato e de longo prazo.

A CNN Brasil entrou em contato com a campanha de Flávio e aguarda posicionamento.

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