Professores da rede pública do DF pedem diálogo com governo na Praça do Buriti

Milhares de docentes protestaram contra mudanças na educação e cobram investimentos. Polícia Militar acompanhou ato sem registrar ocorrências graves.

Professores da rede pública do DF pedem diálogo com governo na Praça do Buriti
Milhares de professores participaram do ato na Praça do Buriti nesta quarta-feira. Foto: Hugo Barreto/Metrópoles — Foto: HUGO BARRETO / METRÓPOLES
@hugobarretophoto

Professores da rede pública do DF realizaram ato na Praça do Buriti nesta quarta-feira para cobrar diálogo com o governo sobre mudanças na educação.

Professores da rede pública de ensino do Distrito Federal realizaram um ato na Praça do Buriti, em Brasília, nesta quarta-feira (21/10), para pedir diálogo com o Governo do DF. Milhares de docentes passaram pelo local questionando mudanças e cobrando investimentos na Educação.

A mobilização foi acompanhada por equipes da Polícia Militar do DF (PMDF), que não registrou ocorrências graves, segundo a corporação.

O diretor do Sindicato dos Professores no DF (Sinpro-DF), Samuel Fernandes, alegou que o novo secretário de Educação, Thiago Peixoto, tem promovido alterações no planejamento de escolas sem consultar a categoria. Segundo Fernandes, as escolas enfrentam problemas estruturais, com salas de aula lotadas e professores adoecidos.

“Ele vem mudando tudo sem diálogo. As escolas estão abandonadas, com estrutura precária e professores adoecendo”, declarou Fernandes, que apontou ainda a insatisfação com os salários pagos aos docentes.

O professor de história Rafael Fernandes, de 49 anos, que atua na profissão há 25 anos, enxerga o atual governo como continuação da administração anterior. Para ele, isso resulta em um processo contínuo de desvalorização da categoria e da educação pública.

“A gente entende que tem sido o mesmo processo há oito anos. E é um processo muito ruim de desvalorização dos professores, da educação pública como um todo”, disse Fernandes.

Rafael Fernandes citou mudanças no calendário escolar e atrasos na divulgação do calendário do concurso de remanejamento como motivos de insatisfação. O professor também criticou a suspensão das negociações com o sindicato durante o período eleitoral, argumentando que prejudicou o diálogo entre categoria e governo.

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