A quatro dias da votação, ministros discutem regras para ferramentas de mobilização usadas intensamente nesta campanha

A quatro dias da eleição, o TSE discute se canais de WhatsApp devem continuar ativos nos dois últimos dias de campanha, quando mobilização é proibida.
A quatro dias da eleição, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) debateu a possibilidade de suspender canais de WhatsApp no fim de semana de votações.
De acordo com a análise, o TSE está enfrentando dificuldades para lidar com a velocidade e intensidade da influência das redes sociais nas eleições deste ano. O canal de WhatsApp, embora já existisse em 2022, tornou-se a principal arma de mobilização e domínio dos algoritmos das redes sociais na campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O canal foi criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) e virou a grande pedra no sapato dos ministros da Corte eleitoral. Sem saber lidar com o crescimento da ferramenta, o TSE chegou a suspender as transmissões e agora discute se ele deveria seguir ativo nos últimos dois dias, quando a campanha e a boca de urna são proibidas por lei.
O ministro Kassio Nunes Marques disse que qualquer mudança nas regras deve ficar para a próxima eleição. De acordo com o ministro, mexer na regra do jogo com a bola rolando no campo seria muito pior para o processo eleitoral.
As pesquisas de intenção de voto embolaram qualquer favoritismo, e muitos eleitores ainda estão indecisos sobre quem será o próximo presidente.



