Campanha petista entregou procurações ao TSE e desafiou senador; defesa escalou ex-procurador da Lava Jato para análise

Defesa de Flávio Bolsonaro afirmou que sigilos bancário, fiscal e telefônico serão abertos apenas se dados de Lula forem entregues completamente
A equipe de defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, nesta quinta-feira (22), que os sigilos bancário, fiscal e telefônico do parlamentar serão abertos apenas se os dados referentes ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de familiares e aliados forem entregues por completo.
A campanha petista entregou as procurações necessárias ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e reforçou o desafio ao senador. Lula e Flávio vêm se desafiando mutuamente a abrir seus sigilos desde o debate eleitoral da TV Band, realizado no último final de semana, como estratégia na reta final antes do segundo turno, marcado para o próximo domingo (25).
A advogada Maria Cláudia Bucchianeri, da equipe de Flávio, declarou: “Se eles trouxerem tudo, a gente traz. Primeiro vou ver se ele trouxe. Não há nenhuma possibilidade de recuo. Vamos trazer e será bastante rápido”.
Segundo Bucchianeri, o objetivo da equipe será identificar o “padrão de vida” de Lula e da primeira-dama Janja da Silva, apurando principalmente se eles e suas empresas “enriqueceram” desde 2003, quando o petista assumiu seu primeiro mandato presidencial.
O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, e o senador Camilo Santana (PT-CE), coordenador da campanha de Lula, afirmaram que o petista aceitou abrir os sigilos de 19 pessoas e empresas ligadas ao presidente.
A defesa de Flávio também escalou o ex-procurador Deltan Dallagnol, da Operação Lava Jato, para participar da análise dos sigilos de Lula, com foco nas descobertas daquele período como oportunidade de “resgatarmos a Lava Jato”.



