Centro de Dados registra aumento de atos de ódio anticristão em Jerusalém

Incidentes contra cristãos crescem para 106 atos em 96 incidentes no terceiro trimestre, com 73% envolvendo cusparada

Centro de Dados registra aumento de atos de ódio anticristão em Jerusalém
Cúpula da Rocha, na Cidade Velha de Jerusalém, e a bandeira de Israel. Foto: Canva Pro — Foto: Cúpula da Rocha, na Cidade Velha de Jerusalém, e a bandeira de Israel (Fotos: Canva Pro – Montagem/FolhaGospel)

De acordo com o Centro de Dados sobre Liberdade Religiosa, houve 106 atos de assédio contra cristãos em Israel no terceiro trimestre

O Centro de Dados sobre Liberdade Religiosa (RFDC) registrou aumento significativo nos atos de ódio anticristão em Israel durante o terceiro trimestre de 2026. De acordo com o centro de pesquisa, foram contabilizados 106 atos de assédio distribuídos em 96 incidentes no período analisado, ultrapassando os 83 atos em 76 incidentes do segundo trimestre e os 44 atos em 31 incidentes do primeiro trimestre.

O RFDC atribui o crescimento ao período de festas religiosas em Israel, que traz maior presença de visitantes judeus à região. Segundo a organização, o aumento no segundo trimestre foi relacionado aos feriados israelenses do Dia de Jerusalém e de Shavuot. A entidade ressalta que consegue registrar tantos incidentes graças aos voluntários de sua linha direta para cristãos que enfrentam assédio, indicando que muitos outros episódios provavelmente não são denunciados.

A cusparada é de longe a forma mais comum de assédio. No terceiro trimestre, quase três quartos dos atos (73%) envolveram cusparada contra cristãos ou em suas igrejas e edifícios. O RFDC afirma em seu relatório: “Em conversas informais com membros do clero, ouvimos repetidamente a afirmação: ‘Não passa uma semana sem que alguém cuspa em mim’. Estimamos, portanto, que dezenas de outros incidentes de cusparada ocorram a cada mês; sem denúncias, documentação ou ações para combatê-los, tais atos se estabelecem como norma entre os agressores”.

Outras formas de violência foram registradas com menor frequência: abuso verbal (8%), arremesso de objetos (4%), vandalismo (6%), ameaças (1%) e agressão física (5%). A maioria (92%) dos incidentes ocorreu em Jerusalém, sendo que 77% aconteceram na Cidade Velha e 45% especificamente na Rua do Patriarcado Armênio.

O clero cristão e os monges são alvos frequentes desses atos. De acordo com o RFDC, os perpetradores realizam suas ações sem pudor, e em alguns casos pais chegam a incentivar seus filhos a participar dos abusos.

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