Operação Consortium cumpriu 14 mandados em Samambaia, Sol Nascente e Taguatinga contra organização que abastecia revendedores de drogas

A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu na sexta-feira (23/10) um dos líderes de organização criminosa que operava um elaborado consórcio de tráfico de drogas.
A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu na sexta-feira (23/10) um dos líderes de organização criminosa que operava um elaborado esquema de distribuição de drogas batizado de “consórcio do tráfico” no Distrito Federal.
Segundo a polícia, o criminoso exibia no pulso uma valiosa coleção de relógios suíços importados, incluindo um Rolex avaliado em cerca de R$ 40 mil. De acordo com a corporação, as peças eram utilizadas pelo traficante como verdadeiro símbolo de riqueza e status na capital federal.
A 26ª Delegacia de Polícia (Samambaia Norte) deflagrou a Operação Consortium para desarticular a organização responsável por abastecer revendedores locais com entorpecentes vindos de outros estados. Ao todo, os agentes cumpriram 14 mandados de busca e apreensão em Samambaia, Sol Nascente e Taguatinga. Quatro homens já identificados como integrantes do grupo foram os alvos centrais da ação.
A investigação começou em junho de 2025, quando a equipe da 26ª DP prendeu um homem que controlava a venda de drogas nas quadras 621 e 623 de Samambaia. Conforme a polícia, a perícia e a análise do material apreendido naquela ocasião revelaram que o suspeito era apenas a ponta de um iceberg, e a droga vendida no bairro vinha de uma rede estruturada com grande capacidade de articulação financeira e logística.
A engenharia do chamado “consórcio da droga” funcionava em quatro etapas bem definidas. Primeiramente, ocorria o rateio de custos, onde traficantes locais transferiam recursos a um núcleo encarregado da compra e logística. Em seguida, na aquisição externa, o grupo comprava entorpecentes fora do DF e organizava o transporte rodoviário. Segundo a corporação, chácaras estratégicas em Samambaia e Sol Nascente serviam como pontos de apoio para guardar a droga com segurança. Por fim, havia o rateio dos lucros entre os integrantes da organização.



