Datafolha deste sábado mostra Flávio com 51% e Lula com 49% dos votos válidos, em cenário de arredondamento que favoreceu o senador

PL e PT chegam ao domingo com discursos contraditórios. Integrantes do PL falam em vantagem de até cinco pontos, enquanto petistas apontam empate e arredondamento favorável a Lula.
Às vésperas do segundo turno da eleição presidencial deste domingo (25), integrantes do PL falam em vantagem ampliada contra o PT. Já o partido do ex-presidente fala em jogo aberto, variação pequena das pesquisas e em vencer “na unha” as eleições de 2026.
Os dois lados chegam neste domingo com o mesmo discurso de que vencerão as eleições, buscando respostas nas projeções internas diante de um cenário acirrado e de empate técnico nas pesquisas de diferentes institutos, com Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente.
Nos cálculos de bolsonaristas, é possível esticar em mais um ponto a vantagem do senador Flávio Bolsonaro, que afirmam verificar internamente em quatro pontos. No PT, integrantes falam em empate, com Flávio em queda e Lula em ascensão.
A pesquisa Datafolha deste sábado (24) mostra Flávio com 51% e Lula com 49% dos votos válidos. A rodada anterior, da quinta-feira (22), colocava ambos com 50%. Petistas chamam atenção para o arredondamento das pesquisas: na quinta, Flávio tinha 50,47% e Lula 49,5%, com o arredondamento favorecendo o ex-presidente. Neste sábado, Flávio tem 50,89% e Lula 49,11%, com o arredondamento favorecendo o senador.
Flávio chega à reta final com apostas no voto silencioso, também conhecido como voto envergonhado. O senador falou para esse eleitor nas considerações finais do debate da Band ao dizer que o eleitor pode votar com tranquilidade porque o voto é secreto e ninguém vai ficar sabendo. Já Lula chega com expectativas de atrair mais gente para as urnas e reduzir a abstenção, com principais apostas em reduzir o índice na região Nordeste e em ampliar a participação de idosos no pleito.
Flávio e Lula buscaram fôlego final nas ruas e no Sudeste, com atos desta semana e fechamento de campanha no Rio de Janeiro e em São Paulo. Contaram com ativos dos vices Alfredo Gaspar (PL) e Geraldo Alckmin (PSB), que tiveram agendas próprias. O PT apostou ainda no engajamento de movimentos sociais, caravanas e encontros regionais por cidades do interior de estados como Minas Gerais.
Na lanterna inicial nas redes sociais, Lula foi aconselhado a buscar reação digital e entrou tardiamente, mas com engajamento no mundo digital. O petista comprou um celular, tendo o deputado federal André Janones (Rede) como general de um “exército” de mais de 10 milhões de seguidores em um canal de WhatsApp.



