Lula muda posição e passa a apoiar redução da maioridade penal para 16 anos

Presidente petista, historicamente contra a medida, adotou posição de rival Flávio Bolsonaro em busca de vantagem no segundo turno deste domingo

Lula muda posição e passa a apoiar redução da maioridade penal para 16 anos
Lula e Flávio Bolsonaro divergem em propostas de segurança pública

Após 20 anos contrário à redução da maioridade penal, Lula declarou-se favorável à medida em 16 de outubro, reconhecendo mudança de opinião dias depois

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em busca de reeleição, aproximou seu discurso da posição do senador Flávio Bolsonaro (PL) sobre segurança pública ao passar a defender a redução da maioridade penal a partir dos 16 anos. A mudança ocorre nesta reta final antes da votação de domingo (25).

Historicamente contrário a qualquer tipo de redução da maioridade penal ao longo dos últimos 20 anos, Lula adotou nova posição neste segundo turno. Em 15 de outubro, durante sabatina na TV Globo, Lula passou a defender a redução da maioridade penal para 16 anos em casos de crimes hediondos.

Quatro dias depois, Lula reconheceu que mudou de opinião durante entrevista ao SBT. A virada do petista não acontece por acaso. De acordo com pesquisa Datafolha divulgada em 15 de outubro, a violência é o principal problema do Brasil para 20% dos eleitores, faltando dez dias para a votação de segundo turno.

A saúde aparecia então na segunda posição da pesquisa, com 18% das respostas, seguida pela economia, mencionada por 15% dos entrevistados. O levantamento ouviu 2.520 pessoas com 16 anos ou mais nos dias 13 e 14 de outubro, com margem de erro de dois pontos percentuais. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-00466/2026.

Apesar da aproximação com Flávio na questão da maioridade penal, as demais propostas de segurança pública dos dois candidatos divergem em pontos importantes. Lula reafirmou durante a campanha no segundo turno seu apoio às “saidinhas” temporárias da cadeia por presos condenados durante a progressão de regime.

O candidato do PL propõe restrição desse benefício, estabelecendo caminhos opostos para a segurança pública.

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