Coordenador da campanha afirma que grupo seguirá orientação do senador e recorrerá à Justiça contra resultado

Coordenador da campanha afirma que grupo seguirá orientação do senador e recorrerá à Justiça contra resultado das eleições
O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), afirmou neste domingo (25/10) que a decisão de questionar o resultado das eleições partiu do candidato e será seguida pelo grupo.
“A decisão do líder é a nossa decisão”, disse Marinho em conversa com jornalistas.
A declaração ocorreu após Flávio Bolsonaro anunciar que pedirá anulação do pleito. A campanha critica a prorrogação do tempo de votação ordenada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), acusando-o de favorecer o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em conversa com jornalistas, Marinho afirmou que a campanha recorrerá à Justiça, fundamentando-se no direito constitucional de questionar o resultado das eleições. Aliados de Flávio Bolsonaro alegam que a eleição foi prejudicada com a prorrogação da votação.
“Nós não pudemos afirmar, por exemplo, que se pessoas que deveriam votar, votaram ou que poderiam não votar e terminaram votando, vamos fazer o que a legislação preceitua”, disse Marinho.
“A Constituição nos dá a condição, me parece até agora, de recorrer à justiça se nós sentimos que de alguma maneira o nosso direito foi atingido”, complementou.
O empresário e influenciador Pablo Marçal, presente no local onde integrantes da campanha acompanhavam a apuração em Brasília (DF), comentou sobre o resultado das eleições. Ele classificou a vitória de Lula como “tragédia matemática” e questionou a falta de previsão nos institutos de pesquisa.
“Nenhum dos 18 institutos de pesquisa previram essa tragédia que a gente acabou de assistir agora. Tragédia que eu falo, matemática, numérica, lógica… Essa explosão do Lula que não foi percebida em lugar nenhum, não tem um pingo de lógica”, afirmou Marçal.



