Senador deixou o Brasil com passaporte italiano após determinação de Alexandre de Moraes para apreensão de documentos

Polícia Federal monitorava ameaça de saída do Brasil do senador antes do segundo turno das eleições presidenciais
A Polícia Federal monitorava uma ameaça de fuga do Brasil do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) antes mesmo do resultado do segundo turno das eleições presidenciais.
Segundo relatos feitos à reportagem, indícios de um plano prévio em caso de derrota na disputa presidencial chegaram a agentes da força policial na metade de outubro. O esquema teria o endosso, de acordo com relatos, do ex-presidente Jair Bolsonaro, do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e do advogado e empresário Willer Tomaz.
Os dois últimos estão nos Estados Unidos. A saída do Brasil em caso de vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também era cogitada por outros dirigentes bolsonaristas, com receio de prisões determinadas pelo Supremo Tribunal Federal.
Horas depois do resultado do domingo (25), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a apreensão dos passaportes de Flávio. Ainda assim, com um passaporte italiano, o senador conseguiu sair do Brasil e agora deve se refugiar nos Estados Unidos, com apoio de integrantes do governo de Donald Trump.
A Polícia Federal aponta que o envio de recursos para fundos estrangeiros, oriundos da arrecadação com o filme “Dark Horse”, faria parte de um plano de sobrevivência no exterior. Por isso, o senador fluminense é investigado por evasão de divisas em dois inquéritos na Polícia Federal. O segundo inquérito envolve o envio de dinheiro também por meio de negócios com Willer.



