Senador Flávio Bolsonaro foge para Flórida após derrota eleitoral

A Polícia Federal rastreia pontos de fronteira para confirmar saída do país. Fuga ocorreria menos de 48 horas após resultado das eleições.

Senador Flávio Bolsonaro foge para Flórida após derrota eleitoral
Carla Zambelli segue presa na Itália. Foto: Lula Marques/EBC — Carla Zambelli, segue presa na Itália (Foto: Lula Marques/EBC)

Aliados do senador Flávio Bolsonaro receberam informação de que ele fugiu para a Flórida com a família. A Polícia Federal rastreia fronteiras para confirmar.

Aliados do núcleo próximo à família Bolsonaro receberam na terça-feira (27) informação de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fugiu para a Flórida, nos Estados Unidos, acompanhado pela mulher Fernanda e pelas duas filhas. Segundo relatos, a saída do Brasil ocorreu menos de 48 horas após a derrota do ex-candidato nas eleições de domingo (25).

A fuga teria acontecido menos de 24 horas após o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes cancelar todos os passaportes emitidos em nome do ex-candidato, proibindo-o de deixar o país. A assessoria do senador não respondeu a questionamentos sobre o ocorrido.

Na manhã desta terça-feira, a Polícia Federal informou que rastreia pontos da fronteira brasileira para verificar se a informação de fuga é verdadeira. O órgão investiga se Flávio saiu pela Argentina ou se está voando para Caracas, na Venezuela, para depois seguir para Miami.

O site argentino Infobae, maior portal de notícias da Argentina, publicou que o senador teria cruzado a fronteira com o próprio documento nacional de identidade. De acordo com a publicação, ele embarcaria em Porto Iguaçu em um avião Gulfstream com destino aos Estados Unidos.

Caso tenha de fato deixado o país, Flávio repetirá estratégia do irmão Eduardo Bolsonaro, que partiu para os Estados Unidos em março de 2025 na tentativa de convencer o governo de Donald Trump a pressionar o ministro Alexandre de Moraes. Outros aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) também fugiram para o exterior após reveses judiciais, incluindo a ex-deputada Carla Zambelli, o ex-deputado Alexandre Ramagem, ex-diretor-geral da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), e o ex-diretor da PRF (Polícia Rodoviária Federal), Silvinei Vasques.

Eduardo Bolsonaro foi o primeiro a deixar o país. Meses após sua partida, os Estados Unidos cancelaram vistos de ministros do Supremo e incluíram Moraes na lista de sancionados pela Lei Magnitsky, aplicada contra corruptos e violadores de direitos humanos. Em novembro, a Primeira Turma do STF decidiu receber denúncia contra Eduardo e torná-lo réu sob acusação de coação por atuar nos EUA para suspender processo contra seu pai pela trama golpista.

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