Dois alunos de Medicina sofrem processo após insultar colegas bolsistas

Centro Universitário Imepac abriu processo disciplinar contra estudantes que ofenderam bolsistas do Prouni e Fies em áudios no WhatsApp

Dois alunos de Medicina sofrem processo após insultar colegas bolsistas
Sala de aula de universidade

Dois estudantes de 19 anos do Centro Universitário Imepac em Araguari estão em processo disciplinar após insultar colegas bolsistas

Dois estudantes de Medicina, ambos de 19 anos, do Centro Universitário Imepac, em Araguari, no Triângulo Mineiro, são alvo de um processo administrativo disciplinar após ofenderem colegas bolsistas em um grupo de WhatsApp. Os ataques ocorreram na noite de domingo (25/10), logo após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Nos áudios que passaram a circular nas redes sociais, os universitários insultam estudantes beneficiados pelo Programa Universidade para Todos (Prouni) e pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). As ofensas foram direcionadas aos colegas que vendem trufas e outros produtos para complementar a renda e custear as despesas durante a graduação.

Em um dos áudios, um dos estudantes afirma: “Agora quem votou no Lulinha, que está há 20 anos prometendo picanha, quem vier vender trufa […]. Vai todo mundo se f. Pega a p da sua bolsa de Prouni, de Fies e divide com a p* do MST”.

Em outro áudio, uma estudante ameaça boicotar a venda de produtos: “Eu quero ver nego vender trufa para o meu lado. Vai enfiar tudo no c, seus petistas do c […]. Quero que vocês enfiem essas m que vocês vendem tudo no meio do c, seus petistas do c*”.

Após a repercussão dos áudios, o Centro Universitário Imepac divulgou comunicado oficial repudiando manifestações de intolerância e discriminação, sejam motivadas por convicções políticas ou pela condição socioeconômica dos estudantes. A instituição informou que instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar os episódios relatados e avaliar a adoção de medidas cabíveis, respeitando as normas internas e o direito de defesa dos envolvidos.

A faculdade também declarou que disponibilizou canais de acolhimento e suporte aos estudantes atingidos e reforçou o compromisso com um ambiente acadêmico seguro, inclusivo e livre de discriminação.

O diretório acadêmico do curso de Medicina também divulgou nota de repúdio aos episódios, classificando as manifestações como ataques discriminatórios contra colegas.

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