Coordenador de campanha do senador derrotado diz que afirmações precisam de comprovação e cita abuso de poder econômico

Senador afirma que não pode afirmar fraude sem provas e diz desconhecer planos de Flávio nos EUA
O líder da Oposição no Senado e coordenador de campanha de Flávio Bolsonaro, Rogério Marinho (PL-RN), afirmou nesta quarta-feira (28) que não é possível afirmar que as eleições foram fraudadas sem apresentar comprovação dos alegados problemas.
A declaração de Marinho ocorreu após Flávio Bolsonaro divulgar uma carta com conteúdo de questionamento ao resultado das eleições, na qual afirma que o pleito foi fraudado. O senador derrotado foi vencido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, realizado no domingo (25).
“Agora é evidente que, se você faz alguma afirmação, você precisa trazer provas. Eu não posso fazer essa afirmação, não tenho provas e eu acabei de dizer que é um desabafo de alguém que está se sentindo injustiçado”, declarou Marinho.
O coordenador de campanha de Flávio também informou que não foi consultado sobre o documento divulgado pelo candidato derrotado do PL e que desconhece como o senador atuará nos Estados Unidos para coordenar a oposição. Marinho reiterou ainda que não sabia que Flávio fugiria para o país norte-americano.
Apesar de negar ter provas de fraude, o senador afirmou que houve abuso de poder econômico pela chapa de Lula e Geraldo Alckmin (PSB). Segundo Marinho, mais de R$ 400 bilhões foram gastos e outros R$ 60 bilhões depois da apresentação da lei orçamentária, além de envio de mensagens a milhões de brasileiros sobre perdão de dívidas e expansão do Bolsa Família.
“Nunca antes, me permita parafrasear o atual presidente, na história desse país, se cometeu um abuso do poder econômico dessa magnitude”, disse.
Na carta divulgada nesta quarta-feira (28), Flávio Bolsonaro apresentou-se como “o verdadeiro presidente eleito do Brasil” em versão inicial, posteriormente republicada sem essa passagem. O senador confirmou que está nos Estados Unidos com a família e afirmou que liderará a oposição do exterior.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lula recebeu 64.256.232 votos (51,79% dos válidos), contra 59.826.041 (48,21%) de Flávio. A diferença foi de 4,4 milhões de votos.
A carta de Flávio não apresenta comprovação de irregularidade na votação ou apuração e cita como argumento a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de prorrogar a votação até as 19h.



