Senador alega fraude sem apresentar provas; Kassio Nunes Marques reafirma normalidade do pleito e disponibilidade de arquivos para auditoria pública

TSE e aliados se pronunciam após senador Flávio Bolsonaro divulgar carta não reconhecendo derrota nas eleições e alegando fraude eleitoral sem apresentar provas
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) defendeu nesta terça-feira (29) a regularidade das eleições presidenciais após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divulgar uma carta rejeitando o resultado do segundo turno. No texto, Flávio alega “fraude” mas não apresenta provas de irregularidades no processo eleitoral.
Em versão inicial da carta, o senador declarava-se “o verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Minutos depois, apagou a publicação e republicou o documento sem essa frase, denominando-se “líder” do país.
O TSE informou que “qualquer pessoa” pode baixar os arquivos das urnas e auditar o resultado da eleição. De acordo com comunicado da Justiça Eleitoral, os Boletins de Urna, o Registro Digital do Voto e os logs de cada equipamento estão disponíveis ao público. Os arquivos contêm informações sobre o funcionamento do equipamento, como os horários de início e encerramento da votação e o número de eleitoras e eleitores que votaram.
O presidente do Tribunal, Kassio Nunes Marques, reafirmou que as eleições “transcorreram dentro da mais absoluta normalidade e com respeito aos ditames legais e constitucionais”. O ministro destacou o compromisso da Justiça Eleitoral com a “vontade soberana do eleitorado” e informou que o resultado do pleito foi entregue com segurança.
“Mesmo diante da instabilidade na reta final de votação, graças às medidas adotadas e a competência dos técnicos do Tribunal, foi possível avançar com a apuração e entregar um pleito com segurança”, escreveu em comunicado. O presidente do TSE ressalvou que todos os “questionamentos feitos dentro do devido processo legal” serão analisados e respondidos.
O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), foi um dos primeiros aliados a se manifestar. Em nota, afirmou que a oposição deve respeitar o resultado das eleições e atuar dentro das instituições democráticas. “A eleição acabou e agora é preciso olhar para a frente. Entendo o sentimento de Flávio, entendo sua indignação e sua revolta, e esse sentimento é o de muitos brasileiros também. Mas o caminho é respeitar o resultado das urnas”, declarou.



