Presidente se encontra com líderes do Congresso e discute estratégias para lidar com maioria conservadora. Primeiras definições sobre ministérios devem sair em novembro.

Na primeira semana após vitória eleitoral, Lula concilia descanso com agendas privadas junto a aliados para reformular governo de seu quarto mandato.
Na primeira semana após sua vitória nas urnas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conciliou período de descanso com agendas privadas junto a aliados visando a reformulação do governo para seu quarto mandato.
Conforme informado por aliados, o mandatário dedicou parte considerável da segunda-feira (26) a conversar por telefone com líderes internacionais que o parabenizaram pela reeleição. No mesmo dia, reuniu-se com os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), no Palácio da Alvorada.
Durante o encontro, Lula assegurou aos parlamentares que o governo apoiaria a reeleição de ambos no comando das Casas do Parlamento. Parte considerável das discussões da primeira semana após as eleições miraram estratégias para lidar com um Congresso Nacional de maioria conservadora a fim de garantir algum nível de governabilidade ao quarto mandato.
Na terça-feira (27), o presidente teve seu único compromisso público na semana. O mandatário participou de celebração ao seu aniversário de 81 anos na residência oficial da Presidência, onde cumprimentou apoiadores e criticou a fuga de Flávio Bolsonaro (PL) para os Estados Unidos.
Nos bastidores, ao longo da semana, o presidente teve as primeiras discussões sobre uma reformulação na Esplanada dos Ministérios. Segundo informações de assessores, a tendência é de que as primeiras definições aconteçam somente na segunda quinzena de novembro. Na quinta-feira (29), reuniu-se com o deputado federal André Janones (Rede-MG), considerado por Lula um dos principais responsáveis pela sua virada no segundo turno.
Conforme aliados, André Janones — com ou sem cargo — estará à frente da reformulação da comunicação do governo federal. O petista tem a missão de agregar à Esplanada integrantes de sua campanha que tiveram protagonismo na virada eleitoral, mas também reservar espaços para aliados que perderam eleições e permaneceram no governo sem disputar o pleito a seu pedido.
Até o início da próxima semana, conforme indicaram aliados, Lula deve tirar dias para descanso. Depois, a expectativa é que retome discussões sobre a montagem do governo e volte a fazer viagens internacionais. A primeira prevista será para Antália, na Turquia, para a COP31, entre os dias 11 e 12 de novembro.


