Deputados pedem bloqueio de bens, prisão preventiva e inclusão na Difusão Vermelha da Interpol contra senador e aliados.

Deputados do PT e PSOL protocolaram pedidos no Supremo Tribunal Federal contra aliados da direita, incluindo bloqueio de bens de até R$ 6 bilhões.
Deputados do PT e do PSOL iniciaram ofensiva jurídica no Supremo Tribunal Federal logo após o segundo turno das eleições, apresentando diversos pedidos contra aliados da direita.
O grupo protocolou requerimentos que vão desde apreensão de passaportes até medidas mais severas. Uma das principais solicitações é o congelamento de valores do senador Flávio Bolsonaro em até R$ 6 bilhões, acompanhado de pedidos de prisão preventiva e bloqueio de contas bancárias.
Também foi solicitada a inclusão do nome do senador na Difusão Vermelha da Interpol, que funciona como alerta internacional para localizar pessoas com mandados de prisão pendentes. A Polícia Federal esclareceu que ele ainda não é considerado foragido da Justiça.
As ações se estenderam a outras figuras da direita. O deputado federal Nikolas Ferreira recebeu pedido de apreensão de passaporte do deputado eleito Pedro Rousseff, sob o argumento de possível fuga para evitar processos. O deputado eleito Lucas Pavanato foi alvo de denúncia à Procuradoria-Geral da República.
Analistas e juristas avaliaram a movimentação sob perspectivas distintas. O cientista político Adriano Cerqueira classifica a reação como autoritária, sugerindo que parlamentares se aproveitam do ativismo judicial para pressionar a oposição. O jurista Georges Humbert questiona se deputados têm legitimidade para pedir medidas cautelares diretamente ao STF em processos nos quais não são partes, indicando que a Procuradoria-Geral da República seria o caminho correto.
Segundo analistas, essas ações contra parlamentares recordistas de votos buscam limitar a capacidade de articulação da oposição e reduzir a relevância política dessas lideranças no Congresso Nacional após o período eleitoral.


