Mercado revisa inflação para cima e reduz projeção de PIB para 2027

Itaú eleva estimativa de IPCA para 6,1% e reduz crescimento econômico de 1,2% para 0,5% no próximo ano

Mercado revisa inflação para cima e reduz projeção de PIB para 2027
Ilustração gerada por IA — Foto: Colagem Financeira com Inflação em Alta  • Ilustração gerada por IA

Casas de investimento reviram suas projeções macroeconômicas após a reeleição de Lula. Itaú projeta IPCA de 6,1% e crescimento de 0,5% do PIB em 2027.

Casas de investimento revisam suas estimativas de inflação e crescimento econômico para 2027 após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O movimento no mercado reflete avaliação de que choques inflacionários previstos para o próximo ano pressionarão os preços de forma mais intensa.

O banco Itaú elevou sua projeção de IPCA em 1,5 ponto percentual, passando a estimar 6,1% para o final de 2027. A instituição também reduziu sua expectativa para o crescimento do PIB de 1,2% para 0,5% no próximo ano, segundo relatório divulgado.

A Lifetime Investimentos planeja revisar a estimativa de inflação para algo acima de 5%. A economista-chefe Marcela Kawauti aponta que ainda há questões em aberto: “A gente não está divulgando a projeção certinha agora, porque tem muita coisa para ser resolvida, muita pergunta sem resposta em relação à equipe econômica, em relação ao orçamento do ano que vem, que não está aprovado e eles certamente vão precisar arrumar para abarcar a parte do ‘pacote de bondades'”.

O Daycoval pretende revisar seu call de inflação de 4,2% em 2027 para 4,7%. A XP e o Bradesco também revisam suas estimativas, com o Bradesco apresentando o novo cenário na sexta-feira (6).

Segundo o economista-chefe do Itaú, Diogo Guillen, a projeção revisada incorpora uma taxa de juros mais elevada e uma dinâmica da atividade mais fraca ao longo do próximo ano. “A revisão reflete a incorporação de uma taxa de juros mais elevada e uma dinâmica da atividade mais fraca ao longo do próximo ano. A necessidade de manutenção de condições monetárias restritivas por mais tempo deve intensificar os efeitos cumulativos do aperto monetário sobre o consumo, o investimento e as condições de crédito”, escreveu o ex-diretor do Banco Central.

A pressão inflacionária agravará a atividade econômica do país, conforme destaca o Itaú. As taxas de juros mais restritivas por conta da inflação elevada, combinadas com a pressão gerada pelo endividamento das famílias e empresas, indicam movimento de aperto monetário prolongado que afetará consumo, investimento e crédito no próximo ano.

Continue acompanhando nosso portal para mais notícias!

plugins premium WordPress