Colunista aponta interesse global no resultado das eleições brasileiras

Viagem à Europa e México revelou preocupação internacional com polarização política do país e seu peso econômico na região

Colunista aponta interesse global no resultado das eleições brasileiras
Urna eletrônica. Foto: Aurimar Silva-TRE-SP — Foto: Urna eletrônica  • Aurimar Silva-TRE-SP

Colunista relata que recebeu dezenas de perguntas sobre o resultado das eleições presidenciais durante viagem à Europa e México

Um colunista que participou de apresentações, seminários e reuniões de trabalho na Europa e México durante as três semanas que antecederam o segundo turno das eleições presidenciais relata ter ouvido dezenas de vezes, com diferentes variações, a pergunta: “Quem vai ganhar as eleições no Brasil?”. A última delas ocorreu no check-in do voo de volta ao país no sábado anterior à disputa final.

O interesse demonstrado não se limitava a uma mera curiosidade sobre o resultado eleitoral. De acordo com o relato, baseava-se em duas variáveis principais: o reconhecimento da representatividade do Brasil em um cenário latino-americano onde forças políticas de direita chegaram recentemente ao poder no Chile, Colômbia e Peru, após ocorrer o mesmo na Argentina; e a noção de que o país alcançou considerável grau de protagonismo e peso específico na esfera internacional.

O colunista destaca que o Brasil é a décima maior economia do planeta e possui 40% do território de toda a América Latina, abrigando 32% de sua população. O país é responsável por 31% do PIB regional, graças a atividades produtivas diversificadas que incluem o agronegócio e a fabricação de aviões pela Embraer.

Refletindo sobre esse contexto, o colunista menciona o discurso do primeiro-ministro Mark Carney, do Canadá, em janeiro de 2026 no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. Segundo o relato, Carney afirmou que o mundo vive um processo de ruptura profunda e não de mera transformação, representado pelo uso de tarifas e medidas econômicas por grandes potências para ampliar seu alcance e influência, impactando cadeias de suprimentos e comércio global.

“Se você não está à mesa, você está no cardápio”, foi a frase que resumiu a visão de Carney. Essa colocação deixa clara a ideia de que economias relevantes de médio porte, como Canadá, Austrália e Brasil, precisam construir alianças alternativas, garantir autonomia estratégica e algum tipo de proteção contra o poder das superpotências e suas rivalidades. O colunista menciona que esse posicionamento ajudou a criar o movimento P4M (Parceiros pela Mudança ou similar, conforme citado como movimento incompleto na origem).

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