Deputado federal do MDB-RJ afirma que seu maior desejo é ganhar o presidente para Jesus, sem buscar cargos ou ministérios

Pastor e deputado federal Otoni de Paula afirmou que seu objetivo ministerial é realizar cultos semanais no Palácio do Planalto com o presidente Lula.
O pastor e deputado federal Otoni de Paula (MDB-RJ) revelou que seu principal objetivo ministerial é levar a mensagem de conversão e salvação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em entrevista concedida nesta terça-feira (4).
Segundo o parlamentar, ele não busca cargos públicos, ministérios ou favores governamentais na gestão do presidente. De acordo com Otoni de Paula, construiu pontes que lhe permitem dialogar diretamente com a Presidência da República sem perder a identidade pastoral.
Otoni de Paula afirmou ter o desejo de realizar momentos de oração e leitura bíblica no Palácio do Planalto semanalmente. O deputado destacou a urgência espiritual de seu chamado para com a vida do presidente.
“Se tem um pastor desse Brasil para o Lula ouvir, sou eu. Se tem um pastor nesse país para dizer ‘Presidente, não vá por esse caminho’, sou eu. E se tem um pastor que uma vez na semana vai estar fazendo culto dentro do palácio, sou eu. Eu não quero ministério não, Izael. Nem quero cargo. Eu só quero ganhar o Lula pra Jesus. Só isso que eu quero. Eu só quero que o Lula se converta”, declarou o líder religioso.
Otoni de Paula ressaltou ainda: “Essa alma não pode ir pro inferno. E não vai. Eu coloquei isso no meu coração: eu vou ganhar o Lula pra Jesus. Então o que eu quero é essa liberdade. Uma vez na semana: ‘Presidente, vamos orar? Posso ler a Bíblia com o Senhor? Deus te abençoe, vou embora'”.
O parlamentar criticou setores do segmento evangélico que, conforme sua avaliação, sacrificaram o sacerdócio e a missão evangelística em prol de bandeiras partidárias durante as últimas disputas eleitorais. Segundo o deputado, muitos líderes religiosos perderam a oportunidade de exercer o papel pastoral ao amaldiçoar ou diabolizar figuras públicas.
Otoni de Paula afirmou que a Igreja Evangélica não deve fazer paridade entre presidentes em sua abordagem espiritual. De acordo com o deputado, a alma do presidente Lula não vale nem mais e nem menos que a alma de outro líder político perante Deus.



