Democratas Socialistas ampliam presença no Congresso dos EUA após midterms

Grupo de esquerda elegeu sete representantes na Câmara e a prefeita de Washington em disputa de terça-feira

Democratas Socialistas ampliam presença no Congresso dos EUA após midterms
Eleições midterms americanas definiram ampliação de força de grupos de esquerda no Congresso

Os Democratas Socialistas da América expandiram representação no Congresso com vitória de sete deputados e eleição de prefeita em Washington

Os Democratas Socialistas da América (DSA), ala mais à esquerda do Partido Democrata, ampliaram sua presença no Congresso dos Estados Unidos nas midterms de terça-feira (3). A apuração indica que o grupo terá pelo menos sete representantes na Câmara a partir de janeiro.

Foram reeleitas as deputadas Alexandria Ocasio-Cortez (representando Nova York) e Rashida Tlaib (Michigan). Também venceram suas disputas nesta terça-feira Chris Rabb (Pensilvânia), Donavan McKinney (Michigan), Melat Kiros (Colorado), Darializa Avila Chevalier e Claire Valdez (ambas de Nova York).

Nas disputas locais, a maior vitória do grupo foi a eleição de Janeese Lewis George para a prefeitura de Washington. Embora não seja integrante do DSA, o senador eleito por Michigan Abdul El-Sayed participou de eventos organizados pelo grupo e foi apoiado por alguns de seus membros.

O programa nacional do DSA prevê medidas que assustam democratas moderados e republicanos. O grupo defende “desmilitarizar os departamentos de polícia” e “redirecionar recursos para outros serviços públicos” com o objetivo de “abolir totalmente a polícia”.

Na estrutura dos poderes federais, o DSA propõe “expandir a Câmara dos Representantes”, “abolir o Senado” e “substituir o presidente e a Suprema Corte por um Executivo e um Judiciário escolhidos pelo Congresso e a ele subordinados”. O grupo também planeja “redigir uma nova Constituição” para os Estados Unidos e “criar uma república socialista democrática”.

Na área econômica, o DSA quer impor uma jornada de trabalho de 32 horas semanais e “estabelecer a propriedade pública das maiores corporações e indústrias essenciais para garantir o controle democrático”. Propõe ainda “instituir impostos agressivos sobre a riqueza dos indivíduos e corporações mais ricos para financiar bens públicos e infraestrutura”.

Em políticas migratórias, o grupo defende “legalizar a migração, conceder anistia a todos os imigrantes independentemente do seu status, oferecer um caminho para a cidadania a todos os residentes permanentes e acabar com os limites e cotas de vistos”. Na área de direitos reprodutivos, prega “encerrar políticas que oprimem a autonomia corporal e a vida íntima, incluindo restrições patriarcais ao aborto, ao parto e à criação de filhos”.

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