Hospital Universitário Cajuru tratou 180 ciclistas no primeiro semestre de 2026, com faixa etária de 15 a 24 anos predominando entre as vítimas

Homens jovens de 15 a 24 anos representam a maioria das vítimas de acidentes de bicicleta atendidas em hospital de Curitiba no primeiro semestre de 2026.
Homens jovens concentram a maioria dos atendimentos por acidentes de bicicleta no Hospital Universitário Cajuru em Curitiba. Eles representam cerca de 80% dos ciclistas atendidos pela instituição, conforme dados do hospital referência em trauma da região metropolitana.
No primeiro semestre de 2026, o Hospital Universitário Cajuru atendeu 180 ciclistas vítimas de acidentes, ante 214 no mesmo período de 2025. Entre os pacientes, os homens representam oito em cada dez casos. Em 2025, foram 172 homens (80,4% dos atendimentos) e 42 mulheres. Já em 2026, foram 142 homens (78,9%) e 38 mulheres.
A faixa etária de 15 a 24 anos predomina entre os pacientes em ambos os períodos analisados. Em 2025 houve 55 atendimentos dessa faixa, enquanto em 2026 foram 50 casos.
Curitiba registrou 259 acidentes envolvendo ciclistas entre janeiro e junho de 2026, número próximo ao observado no mesmo período de 2025, quando foram contabilizadas 261 ocorrências, segundo o Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran). As ocorrências do órgão envolveram 627 pessoas no primeiro semestre de 2026, deixaram 111 feridos e resultaram em uma morte. No mesmo período de 2025, foram 634 pessoas envolvidas, 125 feridos e um óbito.
Um levantamento complementar do BPTran, com dados de janeiro a agosto de 2025 e 2026, aponta a colisão transversal como um dos tipos de acidentes que mais se destacam nas ocorrências envolvendo ciclistas e outros veículos. Este tipo de sinistro ocorre quando as trajetórias dos veículos se cruzam, provocando um impacto lateral, situação comum em cruzamentos e acessos. Somadas às categorias apresentadas pelo órgão, foram 109 registros desse tipo em 2025 e 84 em 2026. A maior concentração ocorreu entre bicicletas e automóveis, com 65 casos em 2025 e 58 em 2026.
O médico emergencista do Hospital Universitário Cajuru, Guido Bergamin, aponta o traumatismo craniano como uma das principais preocupações, principalmente quando o ciclista não utiliza capacete. “Fraturas de mão, antebraço e cotovelo também são frequentes, muitas vezes associadas ao reflexo de apoiar as mãos e os braços durante a queda.”
A vulnerabilidade do ciclista ajuda a explicar a diversidade e a gravidade das lesões que chegam à emergência da instituição.


