Preços da soja sentem pressão na Bolsa de Chicago diante do impacto do farelo e das incertezas internacionais no mercado agrícola

Os preços da soja recuaram na Bolsa de Chicago devido à queda do farelo e à falta de notícias positivas, refletindo o atraso nas exportações e incertezas globais.
Cenário da soja em Chicago e os impactos da queda do farelo
A soja recua em Chicago nesta segunda-feira, 20 de março, influenciada pela queda dos preços do farelo de soja e pela ausência de notícias positivas para o mercado da oleaginosa. Segundo dados da Bolsa de Chicago, os contratos para julho fecharam em US$ 11,818 por bushel, com retração de 0,10%. A consultoria Granar SA destaca que o movimento de baixa é limitado pelo aumento nos preços do óleo de soja, que refletem a alta do petróleo após o fechamento do Estreito de Ormuz. A keyphrase “soja recua em Chicago” evidencia o peso das condições globais e dos derivados na formação dos preços.
Progresso da colheita no Brasil e atraso nas exportações
No Brasil, a colheita da soja está 92% concluída, conforme relatório da consultoria AgRural, superando os 87% da semana anterior, mas ainda ligeiramente abaixo dos 94% do mesmo período em 2025. Apesar do avanço, as exportações da soja apresentam atraso significativo em comparação ao ano anterior, o que pressiona os preços na Bolsa de Chicago. O atraso nas remessas afeta a percepção de oferta no mercado internacional e contribui para a volatilidade dos contratos futuros.
Valorização do milho e trigo diante de condições climáticas favoráveis
Enquanto a soja recua, o milho registrou alta de 0,60% na sessão, cotado a US$ 4,603 por bushel, sustentado pelo ritmo acelerado das exportações americanas, que caminham para atingir a meta recorde do USDA para o ano comercial atual. Boas previsões de chuva no Centro-Oeste dos EUA garantem umidade adequada para o plantio e o desenvolvimento das lavouras. No Mato Grosso, as condições climáticas também favorecem o enchimento de grãos da safrinha de milho, alimentando expectativas de uma safra abundante.
Os contratos de trigo subiram 1,12%, fechando em US$ 6,060 por bushel, impulsionados por preocupações com as condições das safras de inverno nas Grandes Planícies dos EUA. A ausência de chuvas até quarta-feira no sul da região e a previsão de precipitação limitada mantêm incertezas sobre a produtividade, elevando os preços do cereal.
Influência da guerra no Oriente Médio no mercado agrícola
A continuidade do conflito no Oriente Médio mantém elevados os preços dos insumos agrícolas e combustíveis, o que pode impactar negativamente as intenções de plantio de trigo para a safra 2026/2027 no Hemisfério Sul. Esse fator geopolítico representa uma variável importante na dinâmica dos mercados globais de commodities, influenciando decisões dos produtores e importadores.
Relatórios de embarques americanos e expectativas para o mercado
O USDA divulgou relatório semanal positivo sobre inspeção de embarques, registrando 1,6 milhão de toneladas de milho exportadas, volume superior ao anterior e próximo do máximo esperado, e 518 mil toneladas de trigo, acima dos relatados anteriormente. Esses dados reforçam a tendência de forte demanda internacional pelas commodities americanas, que deve sustentar os preços no curto prazo, ainda que o cenário global apresente desafios e incertezas para a soja.
Fonte: cnnbrasil.com.br





