Atividades turísticas recuam 4% em março entre desafios regionais e setoriais

REUTERS/Carla Carniel

Dados do IBGE indicam queda nas operações turísticas no país, com impacto maior em São Paulo e Pernambuco

Em março, as atividades turísticas caíram 4%, com São Paulo e Pernambuco enfrentando as maiores retrações, conforme dados do IBGE.

Queda de 4% nas atividades turísticas impacta o Brasil em março de 2026

As atividades turísticas apresentaram uma retração de 4,0% em março frente ao mês anterior, fevereiro, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice reflete uma perda acumulada de 5,4% no último bimestre, destacando desafios que atingem diversos setores ligados ao turismo. O presidente da associação nacional do setor destaca a necessidade de estratégias para reverter essa tendência negativa.

Desempenho regional evidencia disparidades no setor turístico

A retração foi sentida em 14 dos 17 estados pesquisados, com São Paulo liderando as perdas (-6,3%), seguido por Pernambuco (-9,2%) e Bahia (-5,3%). Em contraste, Rio Grande do Sul (1,4%) e Rio Grande do Norte (1,3%) registraram crescimento. Essas variações regionais indicam que fatores locais, como infraestrutura, oferta de serviços e eventos regionais, têm papel determinante na dinâmica do turismo.

Setores de transporte aéreo, hotéis e locação de automóveis sofrem queda

A queda na receita das empresas de transporte aéreo de passageiros, hotéis e locação de automóveis foi um dos principais fatores para a retração do índice em março. A redução da demanda nesses segmentos impacta diretamente o fluxo turístico e a economia local, exigindo políticas para estimular a retomada dessas atividades essenciais.

Comparações com março de 2025 indicam mudanças no cenário turístico

Em relação a março de 2025, houve uma retração de 3,9% no volume das atividades turísticas, após dois meses consecutivos de crescimento. Estados como Minas Gerais (-8,1%) e Santa Catarina (-10,2%) apresentaram baixas expressivas, enquanto Rio Grande do Norte (7,3%) e Espírito Santo (4,6%) tiveram avanços, refletindo a heterogeneidade do setor no país.

Primeiro trimestre de 2026 registra leve expansão, mas desafios persistem

No acumulado do primeiro trimestre de 2026, as atividades turísticas cresceram 0,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. Este resultado foi impulsionado pelos serviços de catering, restaurantes, reservas de hospedagem e transporte aéreo. Contudo, a desaceleração observada em março aponta para a necessidade de atenção contínua para garantir a sustentabilidade do setor.

Impactos e perspectivas para o turismo nacional

A queda expressiva em março, principalmente em estados com maior peso econômico como São Paulo e Pernambuco, sugere que fatores conjunturais e estruturais ainda pressionam o mercado turístico. Para especialistas, a diversificação dos serviços e a valorização de destinos menos impactados podem ser caminhos para a recuperação. A análise detalhada dos dados regionais e setoriais é fundamental para orientar políticas públicas e investimentos que fomentem o crescimento do turismo no Brasil.

Fonte: www.infomoney.com.br

Fonte: REUTERS/Carla Carniel

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