Operação da Polícia Federal mira 14 alvos ligados a Claudio Castro e Refit

Elijonas Maia

Mandados incluem buscas, prisão preventiva e envolvem ex-governador, empresário e servidores públicos

Operação da Polícia Federal cumpre 14 mandados no Rio, SP e DF contra ex-governador Claudio Castro e grupo Refit por suspeitas diversas.

Alvos e mandados da operação da Polícia Federal contra Claudio Castro e Refit

A Operação da Polícia Federal, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes do STF, cumpriu na manhã de 15 de maio de 2026 14 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal. Entre os alvos estão o ex-governador do Rio de Janeiro Claudio Bomfim de Castro e Silva (PL) e o controlador do grupo Refit, Ricardo Andrade Magro, contra quem foi decretada prisão preventiva e pedido de inclusão na lista da Interpol. A investigação envolve ex-secretários de Estado, procuradores, escrivães da Polícia Federal, agente da Polícia Civil e desembargador do Tribunal de Justiça do Rio.

Os mandados cumpridos são os seguintes:

Ricardo Andrade Magro: controlador do Grupo Refit e com mandado de prisão preventiva.
Claudio Bomfim de Castro e Silva: ex-governador do Rio de Janeiro.
Juliano Pasqual: ex-secretário de Estado de Fazenda do Rio de Janeiro.
Renato Jordão Bussiere: ex-presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea).
Renan Saad: ex-Procurador-Geral do Estado do Rio de Janeiro.
Guaraci De Campos Vianna: desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
Jonathas Assunção Salvador Nery De Castro: integrante do núcleo empresarial vinculado à Refit.
Adilson Zegur: ex-subsecretário de Receita da Secretaria de Fazenda do Rio.
Jose Eduardo Lopes Teixeira Filho: operador no núcleo administrativo-fiscal do esquema vinculado à Refit.
Álvaro Barcha Cardoso: operador e intermediário central no núcleo de influência institucional do esquema.
Roberto Fernandes Dima: integrante do núcleo empresarial vinculado à Refit.
Márcio Cordeiro Gonçalves: escrivão da Polícia Federal.
Márcio Pereira Pinto: escrivão da Polícia Federal.
Maxwell Moraes Fernandes: policial civil do Estado do Rio de Janeiro.

Contexto e desdobramentos da investigação

A Operação da Polícia Federal deflagrada contra Claudio Castro e o grupo Refit é um desdobramento de investigações que apontam para um esquema complexo envolvendo agentes públicos, políticos e empresários. A atuação do Grupo Refit, controlado por Ricardo Magro, está no centro das apurações, especialmente no que tange a possíveis irregularidades administrativas, políticas de incentivos fiscais e influências institucionais no estado do Rio de Janeiro.

O ministro Alexandre de Moraes, responsável pelas ordens judiciais, tem adotado medidas rigorosas para garantir a apuração dos fatos e o cumprimento da justiça. A presença de mandados em diferentes estados e o envolvimento de autoridades como desembargadores e agentes públicos reforçam a magnitude e abrangência da operação.

Impactos políticos para Claudio Castro e o governo do Rio de Janeiro

Para Claudio Castro, ex-governador do Rio de Janeiro, a Operação da Polícia Federal representa um momento delicado em sua trajetória política. Sua defesa afirmou estar surpresa com a ação e ressaltou que todas as medidas adotadas durante sua gestão seguiram critérios técnicos e legais previstos na legislação vigente. Castro declarou ainda estar à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos, enfatizando sua convicção na lisura dos procedimentos, inclusive aqueles relacionados à política de incentivos fiscais do estado.

Essa operação pode ter repercussões significativas no cenário político fluminense, afetando a imagem do governo e a confiança da população nas instituições. A atuação firme da Polícia Federal e do STF sinaliza a continuidade da fiscalização sobre casos de corrupção e irregularidades administrativas.

Papel do Supremo Tribunal Federal e medidas judiciais

A autorização dos mandados pela mais alta corte do país, o Supremo Tribunal Federal, demonstra a relevância e a gravidade das investigações. O ministro Alexandre de Moraes exerce papel decisivo para assegurar o avanço das apurações com base em indícios concretos e respeitando garantias legais.

Além das buscas e apreensões, a prisão preventiva de Ricardo Magro reforça a intenção da Justiça de impedir a continuidade das supostas práticas ilícitas e o risco de interferência nas investigações. A inclusão do empresário na lista da Interpol indica preocupação com a possibilidade de fuga e reforça o empenho em responsabilizar os envolvidos.

Reação institucional e próximos passos da operação

A Polícia Federal mantém o compromisso de aprofundar o combate à corrupção e preservar a integridade das instituições públicas. A operação segue em curso, com possibilidade de novas medidas e ampliações conforme o andamento das investigações.

A defesa dos investigados e as autoridades envolvidas deverão prestar esclarecimentos à Justiça. O acompanhamento pela sociedade e órgãos de controle é fundamental para garantir transparência e eficácia na apuração dos fatos.

O andamento da operação e suas consequências políticas e jurídicas serão acompanhados com atenção, dada a importância do combate à corrupção para a democracia e a governança no Brasil.

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