Suspeito enviou mensagens exigindo dinheiro via Pix e chutou portão da residência em Pinheiros na madrugada

Advogado registrou boletim após receber ameaças de morte e enfrentar tentativa de invasão em sua residência em Pinheiros, zona oeste de São Paulo.
O advogado Nelson Wilians Fratoni Rodrigues, fundador do escritório Nelson Wilians Advogados, registrou boletim de ocorrência após receber ameaças de morte e enfrentar uma tentativa de invasão em sua residência em São Paulo. Segundo relato à polícia, Wilians recebeu mensagens ofensivas nos dias 11 e 19 de outubro com exigências de transferências financeiras via Pix.
As mensagens continham uma chave Pix vinculada ao CPF do suspeito. De acordo com Wilians, ele desconhecia o autor das mensagens. A polícia solicitou imagens de câmeras de segurança e registros digitais para auxiliar na investigação.
Na madrugada do incidente, um homem tentou invadir a casa localizada em Pinheiros, zona oeste de São Paulo. Conforme informado à polícia, o suspeito chutou o portão, gritou ameaças e arremessou um objeto semelhante a um iPad contra a entrada. Ele também danificou um carro estacionado na rua. A ação foi interrompida por vizinhos e pela equipe de segurança de uma residência próxima.
A Polícia Militar foi acionada e o caso foi registrado no 78º Distrito Policial, nos Jardins. A ocorrência inclui suspeitas de ameaça, extorsão, injúria e tentativa de violação de domicílio. Wilians manifestou interesse em apresentar representação criminal por ameaça, conforme comunicado à polícia.
Além deste incidente, o nome de Wilians aparece em três operações policiais. Na Operação Sem Desconto, a Polícia Federal investiga suspeitas de fraudes contra o INSS, organização criminosa e ocultação de patrimônio. Durante a operação, agentes apreenderam veículos de luxo, uma arma, esculturas e pinturas na residência de Wilians. Ele nega qualquer envolvimento. Na Operação Distrato, a investigação trata de um suposto esquema de créditos de ICMS que teria causado um prejuízo estimado em R$ 3,8 bilhões aos cofres públicos. Na Operação Arena, investiga-se suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e sonegação fiscal relacionadas a empresas de apostas esportivas. Wilians nega participação e irregularidades em todas as operações.



