Presidente interina da Venezuela discursa na ONU e tem encontro bilateral com Donald Trump nesta terça

Dirigentes de partidos de esquerda brasileiros disseram estar constrangidos com a atuação da presidente interina da Venezuela nos Estados Unidos.
Fontes do Foro de São Paulo e de partidos de esquerda do Brasil ouvidas pela CNN disseram estar “constrangidas” com a “desenvoltura” da presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, durante sua visita aos Estados Unidos nesta terça-feira (22).
A sucessora de Nicolás Maduro discursará na Assembleia Geral da ONU e terá encontro bilateral com Donald Trump em Nova York. Segundo uma fonte da cúpula do Foro de São Paulo entrevistada pela CNN, há um clima de “perplexidade” com o arranjo político feito na Venezuela após o sequestro de Maduro.
O PSUV (Partido Socialista Unificado de Venezuela), que representa o regime, segue participando do Foro de São Paulo, organização política internacional que reúne partidos de esquerda e movimentos sociais da América Latina e Caribe. A relação com aliados do continente, porém, está em “compasso de espera”.
Dirigentes do PSUV e do regime estiveram em Cuba no dia 13 de agosto para as celebrações dos 100 anos de Fidel Castro. O discurso oficial na ocasião foi de “denúncia” contra a “invasão norte-americana”. Nos bastidores, conforme as fontes, a leitura é que Delcy está “negociando sob coação” e é “refém” de Trump.
A relação da Embaixada Venezuelana no Brasil com quadros de partidos de esquerda e movimentos sociais no Brasil também esfriou, tornando-se mais protocolar, segundo as fontes ouvidas pela CNN. O próximo encontro do Foro de São Paulo, previsto para 11 de outubro no México, será decisivo para medir a temperatura do movimento entre seus membros e observar como o impasse será tratado pela organização.



