Jeferson Bittencourt, da ASA, alerta para riscos da postergação das medidas fiscais

Especialista em economia aponta que ajuste fiscal do Brasil deve ficar para 2027 enquanto dívida segue em patamar elevado
O ajuste fiscal brasileiro deve ser adiado para 2027, segundo análise de Jeferson Bittencourt, da ASA. A dívida pública brasileira segue cara, o que amplia a urgência de medidas de consolidação fiscal.
Segundo a avaliação do especialista, o atraso na implementação do ajuste fiscal representa riscos para a estabilidade macroeconômica do país. Bittencourt alerta para a necessidade de decisões estruturais sobre os gastos públicos.
O ajuste fiscal envolve tanto cortes de despesas quanto medidas de aumento de receita. O economista aponta que a postergação dessas decisões para o próximo ano deixa vulnerável a estrutura fiscal brasileira em um ambiente de juros elevados.
A análise de Bittencourt reflete a avaliação de mercado sobre a capacidade de pagamento da dívida pública e o custo dela para os cofres federais. Com a dívida em patamares elevados, o governo segue gastando mais recursos com juros, reduzindo espaço fiscal para investimentos e políticas públicas.
O especialista aponta ainda que medidas mais ambiciosas de ajuste fiscal devem considerar tanto despesas obrigatórias quanto investimentos do governo. A implementação de medidas em 2027 ainda deixa em aberto a questão sobre quais setores serão atingidos pelas reduções orçamentárias.





