Técnico da Seleção Brasileira avalia Endrick, Luiz Henrique e Rayan para a lateral direita; Neymar retorna aos treinos

Com Raphinha fora por lesão muscular, Carlo Ancelotti testa três candidatos para a lateral direita contra a Escócia na quarta-feira em Miami.
Carlo Ancelotti enfrenta duplo desafio tático na reta final da fase de grupos: encontrar o substituto adequado para Raphinha na lateral direita e gerenciar o retorno de Neymar, ambos em condições incertas para o duelo contra a Escócia na quarta-feira (24), às 19h, no Hard Rock Stadium, em Miami.
O camisa 11 sofreu lesão muscular na posterior da coxa direita durante o embate com o Haiti e foi oficialmente vetado pela comissão técnica no sábado (20). Diante dessa ausência, o treinador italiano reservou segunda e terça-feira pela manhã para testagens práticas com o elenco, buscando definir o melhor ajuste ofensivo.
Rayan lidera como opção principal para o setor
Entre os três candidatos, Rayan surge como favorito. O ex-Vasco já acumulava minutos após substituir Raphinha na partida anterior e reúne características que agradam a filosofia de Ancelotti: atua naturalmente pelo lado direito e possui estrutura física imponente, qualidade crucial contra adversários com elevada estatura e poder físico.
Luiz Henrique configura segunda possibilidade viável. Também conhecido por atuar na mesma zona do campo, o jogador integra o grupo de atletas com maior histórico de trabalho sob comando de Ancelotti, o que reduz possíveis ajustes táticos.
Endrick completa o trio como alternativa mais arriscada. O jovem talento do real Madrid vem recebendo críticas da torcida por seu tempo reduzido nos dois primeiros compromissos. Na temporada do Lyon atuando como extremo direito, acumulou sete assistências em 21 partidas, demonstrando capacidade criativa. Contra o Haiti, quando entrou em campo, posicionou-se centralizado, indicando versatilidade.
Preferência do torcedor e estatísticas do torneio
Pesquisa realizada entre os torcedores apresentou tendência clara: Endrick conquistou 44% dos votos até o encerramento da votação, seguido por Luiz Henrique com 38% e Rayan com apenas 15%. A predileção popular pelo jovem jogador reflete expectativa crescente de espaço em campo para quem acumula grande potencial.
Neymar ressurge após período de recuperação
Paralelamente às indefinições na lateral, a retomada de Neymar marca reviravoltas significativas. O camisa 10 completou atividades coletivas no domingo, encerrando ciclo de trabalho individualizado causado por lesão grau 2 na panturrilha direita. Sua disponibilidade, ainda que parcial, abre novo leque de possibilidades ofensivas.
Idealizado para enfrentar a Escócia com vigência total, Neymar ainda apresenta limitações que podem justificar entrada via banco de reservas. Caso escalado desde o apito inicial, competiria pela zona central do ataque, onde tradicional atua com máxima produtividade. Contudo, dada a recência da lesão, Ancelotti pode optar por substituições estratégicas em posições como meia-atacante ou até segundo atacante, onde Lucas Paquetá ou Matheus Cunha poderiam sair de campo.
Cenário competitivo contra os escoceses
O confronto contra a Escócia representa teste derradeiro na primeira fase do torneio. A resolução das escalações carrega peso significativo não apenas para esse compromisso, mas para potencial sequência do Brasil na competição. Definições de táticas e formações nesta semana moldarão confiança coletiva e capacidade adaptativa frente a adversários subsequentes.
As próximas 48 horas funcionarão como laboratório prático para Ancelotti validar hipóteses defensivas e ofensivas, traduzindo dúvidas iniciais em decisões assertivas que refletirão no rendimento final.





