Líder da Renascer em Cristo afirma que ofensas presidenciais ultrapassaram limites do debate democrático aceitável

O apóstolo manifestou indignação contra ataques verbais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra a Igreja Batista da Lagoinha.
O apóstolo Estevam Hernandes, líder e fundador da Igreja Renascer em Cristo, manifestou indignação nesta quarta-feira (30) contra os ataques verbais desferidos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra o pastor André Valadão e a Igreja Batista da Lagoinha. Durante pronunciamento público, o chefe do Executivo rotulou o líder religioso de “cara de 171”, “lavador de dinheiro” e “bandido contumaz”, gerando repercussão imediata no meio evangélico nacional.
Segundo Estevam Hernandes, as acusações e adjetivos utilizados pelo presidente ultrapassaram a linha do debate aceitável. Para o apóstolo, configuraram uma agressão direta não apenas a uma denominação específica, mas a toda a comunidade cristã do país, conforme manifestou em postagem veiculada em seus perfis oficiais.
“Isso é um ataque à Igreja de Jesus, não apenas a uma instituição ou um pastor, mas a toda a Igreja brasileira”, declarou Estevam Hernandes em postagem pública.
Em vídeo direcionado aos fiéis, o líder reforçou que, embora divergências políticas façam parte do cenário democrático, ofensas pessoais a ministros do Evangelho são inadmissíveis. Segundo Estevam Hernandes, o respeito a limites institucionais é fundamental, ainda que haja discordâncias políticas.
“Nós tivemos uma declaração horrível sobre a Igreja Lagoinha, sobre o pastor André Valadão e o presidente da República não poderia fazer isso. Ele pode até pensar qualquer coisa. E ele fez uma declaração totalmente infeliz. Ele não atingiu apenas a Igreja Lagoinha, mas o Corpo de Cristo, porque é um desrespeito a um homem de Deus. E tudo tem que ter limites”, pontuou o apóstolo.
O líder religioso encerrou sua mensagem convocando os cristãos a manterem vigilância espiritual e intercessão pelo país. Segundo Estevam Hernandes, os ataques externos não conseguirão fragilizar a fé ou a missão eclesiástica.
“Por isso que a gente ora pra que Deus estabeleça a sua vontade. E nós realmente possamos ter os nossos valores preservados. As portas do inferno não prevalecem contra a Igreja do Senhor Jesus Cristo”, declarou.
A repercussão das falas presidenciais e as respostas de líderes protestantes intensificam o clima de polarização na reta final da campanha eleitoral. As diretrizes de liberdade de expressão e imunidade parlamentar ou presidencial cumprem o arcabouço normativo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).


