Pré-candidato propõe mudanças na jornada de trabalho e composição do Supremo Tribunal Federal
Augusto Cury apoia a escala 5×2 e defende mais mulheres no STF, além de propor mandato fixo para ministros e escolha por classe profissional.
Propostas de Augusto Cury para jornada de trabalho e STF
Augusto Cury defende escala 5×2 em entrevista dada na 27ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, realizada pela Confederação Nacional dos Municípios. O pré-candidato declarou que a atual escala 6×1, que determina seis dias de trabalho seguidos por um de descanso, precisa ser substituída para atender à saúde mental dos trabalhadores, que têm sofrido com aumento de casos de burnout, caracterizado por esgotamento físico e emocional causado por estresse crônico.
No campo do Poder Judiciário, Cury anunciou que pretende promover mudanças no Supremo Tribunal Federal (STF), visando maior justiça e representatividade. Ele defende que as próximas indicações para a Corte sejam de magistradas mulheres, ressaltando que a atual composição é predominantemente masculina, especialmente com a saída da ministra Cármen Lúcia.
Impactos da mudança da escala 6×1 para 5×2 no mercado de trabalho
A proposta de substituir a escala 6×1 pela 5×2 reflete uma preocupação crescente com o equilíbrio entre trabalho e saúde mental no Brasil. A escala 6×1, tradicional em setores como comércio e indústrias, é criticada por contribuir para o aumento da síndrome de burnout, que tem se tornado um problema preocupante entre os trabalhadores. A escala 5×2, que prevê dois dias consecutivos de descanso, pode proporcionar maior recuperação física e emocional, além de beneficiar a produtividade a longo prazo.
Essa mudança exige ajustes legais e negociações com sindicatos e empregadores, mas pode significar uma transformação significativa na qualidade de vida dos trabalhadores brasileiros.
Reforma no STF: mandato fixo, fim da vitaliciedade e escolha por classes profissionais
Além da reforma na jornada de trabalho, Cury propõe uma reestruturação na dinâmica do Supremo Tribunal Federal. Ele sugere acabar com a vitaliciedade dos ministros, estabelecendo mandatos fixos de oito anos para garantir maior renovação e responsabilidade no tribunal. A ideia busca mitigar o poder excessivo e a permanência vitalícia que podem comprometer a independência e a eficiência da Corte.
Outro ponto importante da proposta é que a indicação dos ministros não seja exclusiva do presidente da República, mas feita pelas respectivas categorias profissionais, como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) e a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB). Essa mudança visa ampliar a representatividade e a legitimidade das nomeações.
Defesa da representatividade feminina nas indicações ao STF
Augusto Cury destacou que o STF precisa refletir melhor a diversidade da sociedade, propondo que as próximas vagas sejam ocupadas por mulheres. Ele apontou uma “injustiça” na atual formação da Corte, que até recentemente tinha uma mulher como figura simbólica da justiça, mas que agora tende a ser ocupada majoritariamente por homens.
Essa proposta encontra eco em debates recentes sobre igualdade de gênero e inclusão nos espaços de poder, buscando corrigir disparidades históricas e promover maior equilíbrio na composição dos tribunais superiores.
Contexto político e posicionamento sobre investigação eleitoral
Durante o evento, Cury também comentou sobre a situação do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato ao Palácio do Planalto. Ele afirmou que o julgamento da trajetória política do senador deve ser feito pelos eleitores, mas ressaltou que todas as suspeitas de corrupção precisam ser investigadas e punidas conforme a lei, reforçando o compromisso com a ética e a transparência no processo eleitoral.
Esse posicionamento demonstra a preocupação do pré-candidato com a integridade nas eleições e a necessidade de respeito às instituições e à justiça durante o pleito de 2026.





