Após ser o quarto maior comprador global em 2025, o Banco Central do Brasil diminui aquisições de ouro no início de 2026
O Banco Central do Brasil foi o 4º maior comprador de ouro em 2025, mas reduziu as compras neste ano diante da volatilidade e cenários geopolíticos.
panorama da compra de ouro pelo banco central do brasil em 2025 e 2026
O Banco Central do Brasil compra ouro para compor suas reservas internacionais e foi o quarto maior comprador global em 2025, adquirindo 43 toneladas do metal. Essa estratégia de diversificação foi adotada para reforçar a segurança e liquidez das reservas diante das incertezas econômicas e geopolíticas que marcaram o ano. Contudo, nos relatórios do Conselho Mundial do Ouro referentes a janeiro, fevereiro e março de 2026, o Brasil não figura entre os principais compradores, indicando uma redução no ritmo de aquisições.
análise das mudanças na estratégia do banco central brasileiro
A diminuição das compras de ouro pelo Banco Central do Brasil em 2026 reflete um ajuste nas políticas de reserva internacional, em meio a um cenário global de volatilidade nos preços do ouro. Enquanto o metal chegou a quase US$ 5.600 por onça em janeiro, a eclosão de tensões geopolíticas, como a guerra entre EUA e Irã, provocou quedas acentuadas, especialmente em março, quando o preço caiu 12%, a maior baixa mensal desde 2008. Este contexto cria um ambiente adverso para ouro, que não gera rendimento, tornando mais complexa a decisão dos bancos centrais sobre o volume a ser adquirido.
impacto da volatilidade global e inflação nas reservas brasileiras
O aumento dos preços da energia e a elevação das expectativas inflacionárias globais fortalecem a possibilidade de manutenção de juros elevados por bancos centrais. Essa conjuntura é desfavorável para o ouro, que apesar de ser um ativo seguro, sofre com a ausência de rendimento. A posição do Banco Central do Brasil, que ampliou a participação do ouro para 7,19% das reservas internacionais, em contraposição à redução da fatia em dólar para 72%, demonstra um movimento de diversificação buscando mitigar riscos cambiais e geopolíticos.
diversificação das reservas internacionais do brasil e novas moedas incluídas
Em 2025, o Banco Central revisou sua carteira de referência, incorporando ativos denominados em moedas alternativas como o won sul-coreano, além de aumentar as posições em euro e renminbi. Essa medida visa ampliar a resiliência das reservas frente a choques externos e reduzir a exposição ao dólar americano, refletindo uma tendência global de diversificação e desdolarização adotada por diversos bancos centrais. Essa estratégia cria maior flexibilidade na gestão das reservas internacionais, crucial para enfrentar instabilidades econômicas.
perspectivas para a demanda global de ouro pelos bancos centrais
Apesar da redução momentânea das compras pelo Brasil, o Conselho Mundial do Ouro (WGC) projeta que a demanda dos bancos centrais pelo metal continuará sólida, próxima aos níveis de 2025. O WGC destaca que choques geoeconômicos e necessidades de liquidez podem ocasionar mobilizações pontuais das reservas em ouro. A incerteza global e a busca por ativos sem exposição a contrapartes mantêm o ouro como um componente estratégico das reservas internacionais, sustentando a tendência de compra no médio e longo prazo.
contexto geopolítico e influência nas reservas de ouro internacionais
A recente escalada de conflitos no Oriente Médio e a volatilidade associada aos mercados globais reforçam o papel do ouro como ativo de refúgio. A instabilidade impulsiona demandas de reequilíbrio tático nos portfólios dos bancos centrais, incluindo o do Brasil. A gestão das reservas internacionais, portanto, deve continuar sensível a esses fatores, equilibrando segurança, liquidez e rentabilidade em um cenário global incerto.
Fonte: www.infomoney.com.br
Fonte: REUTERS/Hiba Kola





