Recorde histórico na moagem de soja em 2026 revela potencial para expandir valor agregado no setor
O Brasil deve atingir recorde histórico no processamento de soja em 2026, mas ainda industrializa apenas um terço da produção.
Brasil registra recorde no processamento de soja em 2026 com potencial de expansão
O processamento de soja no Brasil deve alcançar em 2026 um recorde histórico de 62,5 milhões de toneladas, segundo dados da ABIOVE. Apesar do volume inédito, esse total representa apenas cerca de um terço da safra brasileira projetada para o período. Daniel Furlan, diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da ABIOVE, destaca que, embora o avanço seja significativo, ainda existe um amplo espaço para o Brasil agregar valor internamente à sua produção agrícola. O aumento do processamento de soja fortalece a economia, gera empregos e impulsiona a indústria de alimentos e biocombustíveis.
Capacidade instalada da indústria permite expansão do esmagamento em 10 milhões de toneladas
Atualmente, a indústria brasileira possui capacidade instalada para ampliar o esmagamento de soja em pelo menos 10 milhões de toneladas por ano, chegando a aproximadamente 73 milhões de toneladas processadas anualmente. A experiência do setor na construção de novas plantas e na estratégia de localização das esmagadoras no país proporciona uma base sólida para essa expansão. Essa capacidade reforça o potencial do Brasil para elevar a industrialização da soja e agregar valor à produção, beneficiando diversos segmentos econômicos.
Biodiesel e biocombustíveis impulsionam a demanda por óleo de soja
A demanda crescente por biocombustíveis é um importante motor para o avanço do processamento interno de soja. A Lei do Combustível do Futuro estabelece o aumento gradual das misturas de biodiesel, diesel verde e combustível sustentável de aviação (SAF), elevando a necessidade de matérias-primas como o óleo de soja. Atualmente, o óleo de soja representa entre 30% e 45% da margem de esmagamento, apesar de corresponder a cerca de 20% da extração do grão. A transição energética global transforma o óleo vegetal em um ativo estratégico para o país, com benefícios para a segurança energética e a economia.
Expansão da industrialização não gera conflito entre alimento e energia no Brasil
Ao contrário do que ocorre em outros mercados, o crescimento dos biocombustíveis no Brasil não cria disputa entre alimentação e energia. O consumo alimentar de óleo de soja no país se mantém estável há mais de uma década, enquanto a nova demanda para energia representa um mercado adicional. Além disso, o aumento do esmagamento gera maior oferta de farelo proteico, essencial na produção de ração animal, fortalecendo a competitividade das cadeias produtivas de carnes e contribuindo para o agronegócio.
Ministério de Minas e Energia publica protocolo para misturas maiores de biodiesel
Recentemente, o Ministério de Minas e Energia publicou o protocolo de testes para a validação das misturas de até 20% de biodiesel no diesel fóssil, conhecido como B20. Essa medida pode reduzir as importações de diesel, aumentar a segurança energética do Brasil e estimular investimentos em diversos setores da cadeia da soja, desde a agricultura até a indústria e serviços associados. O crescimento sustentável desse segmento reforça o papel da soja como elemento central na matriz energética e econômica nacional.





