Campanha de Flávio acusa influenciador de criar boato sobre padroeira

Segundo monitoramento, perfil 'Dilma Bolada' publicou primeiro conteúdo vinculando candidato à fake news em quarta-feira

Campanha de Flávio acusa influenciador de criar boato sobre padroeira
Jeferson Monteiro, criador do perfil paródia 'Dilma Bolada', e ex-presidente Dilma Rousseff. Foto: Reprodução/Facebook — Foto: Jeferson Monteiro, criador do perfil paródia "Dilma Bolada" e a ex-presidente Dilma Rousseff  • Reprodução/Facebook

Campanha de Flávio aponta influenciador Jeferson de Oliveira Monteiro como responsável por iniciar desinformação sobre candidato

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) aponta o influenciador Jeferson de Oliveira Monteiro, criador do perfil “Dilma Bolada”, como responsável pela primeira publicação que associou o candidato à Presidência a uma informação falsa sobre a retirada do título de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil.

Segundo monitoramento da equipe de Flávio, a postagem de Jeferson foi publicada às 21h50 de quarta-feira (23) e permanecia disponível na rede social X na noite de sábado (26). Seis minutos depois, conforme o levantamento, outro usuário passou a divulgar conteúdo sobre o tema, dando início a uma sequência de publicações que viralizaram nas redes.

“Católico não vota em nenhum Bolsonaro e nem em nenhum candidato que queira retirar o título de Nossa Senhora Aparecida de Padroeira e Rainha do Brasil. Tudo com Jesus. Nada sem Maria. E Bolsonaro na cadeia!”

O perfil “Dilma Bolada” tornou-se famoso durante o primeiro mandato de Dilma Rousseff (PT) pelo tom de humor favorável à então presidente. A conta, que chegou a ter mais de um milhão de seguidores, transmitia uma imagem descolada da mandatária e criticava adversários políticos. Jeferson foi recebido por Dilma no Palácio da Alvorada em outubro de 2014, após a reeleição dela.

Em 2015, Jeferson compareceu a uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara dos Deputados sobre crimes cibernéticos e negou ter recebido dinheiro do PT. Anos depois, em 2023, assumiu cargo comissionado na Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e foi demitido meses depois por uma viagem indevida.

Nos dias seguintes à postagem inicial, Jeferson continuou publicando conteúdos críticos a Flávio, com referências à Igreja Católica. O perfil @waglegal10 afirmou que o candidato poderia enfrentar pressão de apoiadores para retirar Nossa Senhora Aparecida do posto de padroeira do Brasil. A partir disso, outros perfis começaram a escrever postagens na mesma linha.

A campanha de Flávio argumenta que o curto lapso temporal entre a publicação inicial e a disseminação do conteúdo, inclusive com ilustrações geradas por inteligência artificial, demonstra não se tratar de comportamento orgânico nas redes sociais.

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