Campanha de Flávio Bolsonaro apresenta contraproposta de sigilos a Lula

Flávio condicionou abertura de seus sigilos ao atendimento de exigências que incluem documentos do Instituto Lula e registros de acessos a palácios presidenciais

Campanha de Flávio Bolsonaro apresenta contraproposta de sigilos a Lula
Flávio e Lula disputam segundo turno. Foto: Campanha de Flávio — Foto: Campanha de Flávio responde Lula e apresenta lista de sigilos para PT

Campanha de Flávio Bolsonaro divulgou nota oficial respondendo à proposta de Lula de expandir quebra de sigilos, mas impôs condicionantes.

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divulgou, na noite da quarta-feira (21), uma nota oficial em resposta à proposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de expandir a quebra de sigilos telemáticos e bancários. No comunicado, a campanha afirma receber “com entusiasmo” a declaração do adversário, mas impõe uma série de condicionantes para que Flávio abra seus próprios sigilos e os de seus familiares.

“Espero que não seja outra promessa não cumprida.”

A frase resume o tom cauteloso adotado pela campanha diante do anúncio feito pela equipe de Lula, que havia informado que protocolaria os documentos no TSE na manhã seguinte, às 11 horas.

A lista de exigências apresentada pela campanha de Flávio, e já protocolada no TSE, inclui diversas demandas relacionadas ao entorno de Lula. Entre os pontos elencados estão todas as movimentações financeiras do Instituto Lula desde a sua fundação e o sigilo telefônico, mensagens de WhatsApp, ligações e registros bancários de Paulo Okamotto, descrito como amigo pessoal de Lula.

A campanha também exige contas de cartões de crédito do ex-chefe de gabinete identificado como Marcola, apontado como beneficiário de repasses de uma sócia de Lulinha identificada como Roberta Luchsinger. A nota exige todos os extratos dos cartões corporativos, incluindo os gastos de Janja da Silva, que estariam sob sigilo de 100 anos imposto por Lula.

Além disso, a campanha pede o registro de visitantes do Palácio do Planalto, detalhes da reunião de Lula com Daniel Vercaro, todas as entradas no Palácio da Alvorada — igualmente colocadas sob sigilo — e informações sobre as relações do governo com Roberta Luchsinger, incluindo registros de suas entradas em palácios presidenciais e voos da FAB. A quebra do sigilo de Frei Chico, irmão de Lula e sindicalista, também integra a lista.

Segundo a campanha de Flávio, a abertura dos sigilos dele e de seus familiares — o que inclui o pai e os irmãos — está condicionada ao atendimento das exigências listadas. A expectativa era de que Lula protocolasse sua resposta no TSE na manhã seguinte. O duelo entre as campanhas em torno da questão dos sigilos permanece, portanto, sem desfecho definido, à espera dos próximos desdobramentos.

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