Entorno do presidente reeleito não esperava vitória com margem superior a três pontos percentuais no segundo turno

Integrantes do time do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atribuem a virada nas urnas no segundo turno a mobilizações orgânicas nas ruas e redes sociais.
Integrantes do time do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atribuem aos bastidores que os principais motores da virada nas urnas neste segundo turno estão fora de sua campanha oficial. O entorno do petista chegou cauteloso ao domingo (25), mencionando a possibilidade de uma virada “na unha”. A equipe não esperava uma vitória com mais de três pontos percentuais de margem.
A onda pró-Lula do segundo turno e da reta final são conferidas a mobilizações “orgânicas” nas ruas e redes sociais, segundo o entorno do presidente. O comparecimento em atos petistas, em especial na praia de Copacabana e na Avenida Paulista, causou espanto na campanha.
O canal “Exército de Lula”, comandado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), é tratado como o trunfo da estratégia digital pela equipe presidencial.
A campanha de Lula teve uma guinada de quadros e estratégias na disputa pelo segundo turno. Camilo Santana (PT) e Rafael Fonteles (PT) ganharam espaço no aconselhamento ao presidente em detrimento de seu núcleo duro inicial. Lula poupou ataques a Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno, mas fez do “discurso do medo” sua principal estratégia para o segundo turno.
O presidente reforçou a suposta associação do adversário a casos de corrupção e afirmou que a proposta de corte de gastos retiraria direitos da população. A avaliação é de que o discurso energizou um eleitorado que rejeita e teme a família Bolsonaro.



