Iniciativa da Seju utiliza esporte como ferramenta pedagógica para adolescentes em medidas socioeducativas

Primeira etapa regional dos Jogos da Socioeducação do Paraná ocorre em Campo Mourão com 50 adolescentes de unidades socioeducativas competindo em modalidades individuais e coletivas.
Os Jogos da Socioeducação do Paraná estreiam em Campo Mourão nesta quinta e sexta-feira (25 e 26), marcando o início de uma iniciativa inovadora da Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania que coloca o esporte como ferramenta central de transformação social.
Objetivo pedagógico além das competições
A proposta vai além das disputas esportivas tradicionais. O programa busca fortalecer o desenvolvimento físico, emocional e social de adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas, estimulando valores fundamentais como disciplina, respeito, trabalho em equipe e superação. Segundo a agente socioeducativa Marluce Zambrin, idealizadora do projeto, as competições criarão oportunidades reais para que esses jovens desenvolvam habilidades essenciais e reconstituam vínculos pessoais.
Participação e unidades envolvidas
Aproximadamente 50 adolescentes participarão da etapa de Campo Mourão, representando cinco unidades da rede socioeducativa paranaense. O Centro de Socioeducação de Campo Mourão, Centro de Socioeducação de Paranavaí, Centro de Socioeducação Waldir Coli em Umuarama e a Casa de Semiliberdade de Paranavaí mobilizam seus internos para as competições, demonstrando o alcance regional da iniciativa.
Programação das modalidades
Quinta-feira (25 de junho): corrida, arremesso de peso e tênis de mesa
Sexta-feira (26 de junho): futsal e voleibol
A divisão entre provas individuais e coletivas permite que cada adolescente encontre espaços de destaque pessoal enquanto vivencia a importância da coletividade e cooperação.
Impacto esperado da iniciativa
Os Jogos da Socioeducação integram o projeto estadual lançado em 2026 e representam uma metodologia inovadora de reinserção social. Ao utilizar o esporte como eixo central, o programa reconhece que a atividade física transcende benefícios meramente fisiológicos, funcionando como catalisador para transformações comportamentais e emocionais significativas em adolescentes vulneráveis ou em conflito com a lei. A experiência em Campo Mourão servirá como modelo para futuras etapas regionais em outras áreas do Estado.





