Vice-governador Gabriel Souza e deputado Luciano Zucco trocam críticas sobre gestão estadual e saneamento de dívida

Candidatos ao governo do Rio Grande do Sul debateram educação, saúde e segurança em debate na Rede Globo nesta terça-feira (29).
Candidatos ao governo do Rio Grande do Sul debateram temas do cotidiano nesta terça-feira (29) em debate promovido pela Rede Globo.
Os candidatos discutiram educação, saúde, segurança pública, investimentos e prevenção aos impactos de desastres naturais. A polarização entre presidenciáveis apareceu de forma lateral durante o evento.
O vice-governador e candidato Gabriel Souza (MDB) afirmou que sua concorrente Juliana Brizola (PDT) teria vergonha do apoio de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Brizola negou a afirmação e disse não querer levar ao Rio Grande do Sul a briga de Brasília.
“Não quero levar ao Rio Grande do Sul a briga de Brasília, mas sim fazer as pazes do estado com o titular do Palácio do Planalto, seja ele quem for”, afirmou.
Brizola reforçou ser “do diálogo” e capaz de conversar com quem pensa diferente. O deputado federal Luciano Zucco (PL), líder nas pesquisas, só em suas considerações finais mencionou o adversário.
“Juliana Brizola é Lula e Lula é Juliana Brizola”, disse Zucco.
O deputado defendeu aumento expressivo em investimentos no estado. Ele criticou a postura da atual gestão estadual sobre saneamento da dívida do estado com a União, afirmando que o governo de Souza tem como prioridade “pagar boleto ao governo federal” em vez de fazer a região crescer.
No terceiro bloco do debate, o clima esquentou entre Zucco e Gabriel. O vice-governador rebateu o concorrente e, com dedo em riste, pediu respeito e disse não ser “um mentiroso”. A discussão girou em torno da morte de cães e gatos por meio de eutanásia ilegal.
Souza, que aparece em terceiro nas pesquisas, defendeu o legado da atual gestão. Citou programas implementados pelo governador Eduardo Leite (PSD), como o SUS Gaúcho, e defendeu pontos polêmicos adotados nos últimos anos, como o sistema de progressão automática nas escolas.
O vice-governador teve dificuldades em explicar a escassez de projetos para acessar recursos de um fundo com R$ 6 bilhões para reconstrução e infraestrutura após enchentes que destruíram parte do estado há dois anos.
O candidato Marcelo Maranata (PSDB), que aparece na mais recente pesquisa da Quaest com 3% de intenção de votos, ficou fora da linha de tiro dos concorrentes. Ex-prefeito de Guaíba, na região metropolitana de Porto Alegre, ele destacou não ter apadrinhamento político de ninguém.



