Chapecoense pagará indenização de R$ 450 mil à família de jornalista vítima do acidente

EFE/Lucho Navarro/EFE TV Colombia

Justiça reconhece culpa grave da Chapecoense por negligência na escolha da empresa aérea na tragédia de Medellín

Chapecoense pagará indenização de R$ 450 mil à família de jornalista vítima do acidente
Aeronave da Chapecoense envolvida no acidente aéreo em Medellín. Foto: EFE/Lucho Navarro/EFE TV Colombia

Chapecoense pagará R$ 450 mil à família do jornalista Giovani Klein, vítima do acidente aéreo em Medellín há quase 10 anos.

Chapecoense pagará indenização após acidente aéreo em Medellín

A Chapecoense pagará indenização de R$ 450 mil à família do jornalista Giovani Klein Victoria, uma das 71 vítimas do acidente aéreo ocorrido em Medellín, Colômbia, no dia 29 de novembro de 2016. A tragédia, que completa quase dez anos, foi objeto de decisão judicial que reconheceu a responsabilidade civil objetiva e solidária do clube, citando culpa grave por negligência na escolha da empresa aérea LaMia, que prestava o serviço de transporte para a equipe.

Detalhes da sentença e responsabilidades da Chapecoense

Na sentença, o juiz determinou o pagamento de R$ 150 mil por danos morais a cada autor da ação — a esposa e os pais do jornalista. A condenação se baseou na comprovação da contratação do transporte pela Chapecoense e na escolha da empresa aérea mais barata, que culminou na tragédia. O clube tentou afastar a responsabilidade argumentando que Giovani Klein viajava gratuitamente como profissional de imprensa e que a ausência de contrato invalidaria o vínculo civil, mas a justiça rejeitou essas alegações.

Exclusão de pedidos por danos materiais e pensão

Os pedidos adicionais de indenização por danos materiais e pensão mensal para a companheira de Klein foram julgados improcedentes. A Justiça justificou a negativa pela ausência de comprovação dos desembolsos financeiros e da dependência econômica da vítima em relação à esposa. Assim, a indenização ficou restrita aos danos morais, que contemplam o sofrimento e a perda dos familiares.

Impactos do acidente de 2016 para a Chapecoense e legado

O acidente com o voo 2933 da LaMia ocorreu pouco antes da chegada da delegação à final inédita da Copa Sul-Americana. A investigação apontou que a causa principal foi a falta de combustível, resultante de falhas de planejamento e condições inadequadas do voo. Dos 77 ocupantes, 71 morreram, entre eles atletas, comissão técnica e imprensa. O jogador Alan Ruschel foi um dos poucos sobreviventes que retornou ao futebol profissional, atualmente defendendo o Juventude.

O papel do jornalista Giovani Klein e sua trajetória

Giovani Klein Victoria, natural de Pelotas (RS), tinha 28 anos e atuava como repórter esportivo da RBS TV Chapecó desde 2014. Ele acompanhava a delegação para cobrir a final da Copa Sul-Americana. A perda de profissionais da imprensa no acidente ressaltou a importância da segurança em eventos esportivos e o rigor na escolha dos meios de transporte.

Conclusões sobre a responsabilidade civil da Chapecoense

A decisão judicial reforça o entendimento de que clubes esportivos têm responsabilidade objetiva e solidária sobre os meios de transporte que contratam para suas equipes, especialmente quando há negligência na escolha da empresa prestadora. O caso da Chapecoense serve de alerta para a gestão de riscos em eventos esportivos, mostrando os impactos trágicos que podem ocorrer por opções econômicas inadequadas e falta de fiscalização.

A indenização definida busca reparar parte do sofrimento causado às famílias das vítimas, ao mesmo tempo em que destaca a necessidade de maior cuidado e responsabilidade por parte de instituições esportivas na garantia da segurança de seus membros e colaboradores.

Continue acompanhando nosso portal para mais notícias!

plugins premium WordPress