China restringe exportação de híbridos para União Europeia após acordo

Exportações de veículos híbridos chineses para o bloco triplicaram e atingiram US$ 7,5 bilhões no primeiro semestre

China restringe exportação de híbridos para União Europeia após acordo
Carregamento de carro elétrico. Foto: Freepik — Foto: Carregamento de carro elétrico  • Freepik

China e União Europeia firmam acordo para restringir exportações de veículos híbridos. Remessas triplicaram para US$ 7,5 bilhões no primeiro semestre de 2026.

China e a União Europeia assinaram um acordo para restringir as exportações de veículos híbridos, em novo golpe para os fabricantes chineses que intensificaram o envio desses modelos após sanções sobre carros elétricos.

As exportações de híbridos de Pequim para os 27 Estados-membros triplicaram, atingindo US$ 7,5 bilhões no primeiro semestre de 2026, ante US$ 2,5 bilhões no mesmo período de 2025, segundo dados da alfândega chinesa. O valor é quase nove vezes maior que os US$ 845 milhões exportados em todo o ano de 2021.

Desde que a UE impôs tarifas adicionais sobre veículos elétricos fabricados na China em 2024, as montadoras mudaram de estratégia e voltaram para os híbridos plug-in, que estavam isentos dessas cobranças extras. A infraestrutura de recarga precária em algumas regiões da Europa também impulsionou a demanda por esses modelos, comercializados por sua grande autonomia e baixo consumo de combustível.

As empresas SAIC, BYD e Chery representaram mais de 90% do volume de vendas de híbridos chineses na UE, conforme análise da Jefferies. Os híbridos representam mais da metade de suas vendas europeias.

As marcas chinesas conquistaram uma participação recorde de 15% no mercado europeu de veículos elétricos no segundo trimestre, um aumento ante os 9,5% do primeiro trimestre de 2024, de acordo com a Schmidt Automotive Research. Os híbridos plug-in chineses representaram mais de um quarto do segmento, crescendo acentuadamente de apenas 1,7% no início de 2024.

“Isso está tornando a vida um pouco mais difícil para os chineses, mas… isso não vai impedi-los, como aconteceu com os carros elétricos. A Europa está chegando a um ponto em que precisará decidir se fará o que os EUA estão fazendo ou se simplesmente deixará toda a indústria ser comprada pelos chineses”, disse Felipe Munoz, da Car Industry Analysis.

O Comissário Europeu do Comércio, Maros Sefcovic, afirmou na sexta-feira que o acordo reduziria as importações de “vários milhões de carros ao longo de quatro anos”. Bruxelas e Pequim ainda não divulgaram os detalhes da implementação do acordo. O Ministério do Comércio da China afirmou na segunda-feira que o acordo permitirá o crescimento contínuo das exportações e garantirá à China uma quota de mercado.

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