Chuva de meteoros do cometa Halley risca o céu do Brasil nesta quarta

Fenômeno das Orionídeas segue até novembro com previsão de 20 ou mais meteoros por hora em condições ideais

Chuva de meteoros do cometa Halley risca o céu do Brasil nesta quarta
Chuva de meteoros poderá ser vista no céu até o início de novembro. Foto: Nasa — Foto: Chuva de meteoros poderá ser vista no céu até o início de novembro. Na imagem o cometa Halley em 1986. (Nasa)

Fenômeno das Orionídeas deixa rastros de luz no céu do Brasil nesta noite. Chuva segue até novembro.

Uma chuva de meteoros poderá riscar o céu do Brasil nesta quarta-feira, 21 de outubro. O fenômeno ocorre durante o pico da chuva de meteoros Orionídeas, quando a Terra passa por uma região cheia de poeira e pequenos fragmentos deixados pelo cometa Halley.

Segundo a Organização Internacional de Meteoros (IMO), a previsão é de 20 ou mais meteoros por hora em condições ideais de observação. Os especilistas informam que os meteoros entram na atmosfera a cerca de 66 quilômetros por segundo, produzindo os riscos luminosos vistos no céu.

O fenômeno poderá ser visto em todo o Brasil a olho nu. A chuva segue ativa até o início de novembro, ainda que com menor quantidade de meteoros. Para quem não conseguir observar nesta noite, há tempo para acompanhar o evento nos próximos dias.

O melhor horário para observação depende de onde está localizada a cidade. Segundo os especilistas, a Lua estará bastante iluminada, e seu brilho poderá dificultar a visualização dos rastros mais fracos. No caso de Curitiba, a previsão é de chuva a partir da tarde de quarta, o que tornará os meteoros visíveis apenas se houver abertura do tempo.

O Norte e Nordeste terão as melhores condições de observação. Isso porque nessas regiões, o ponto de onde os meteoros parecem surgir fica mais alto no céu e o período sem a luz da Lua tende a ser maior.

Para localizar o radiante da chuva, procure a constelação de Órion, onde ficam as conhecidas Três Marias. Depois da meia-noite, ela estará entre o leste e o nordeste e vai subir no céu ao longo das horas. No entanto, não é preciso ficar olhando diretamente para Órion, já que os meteoros podem aparecer em diferentes partes do céu.

O ideal é procurar um lugar escuro, com pouca iluminação artificial e uma visão ampla do céu. Também não é necessário usar telescópio ou binóculo, equipamentos que mostram apenas uma pequena parte do céu e podem dificultar a observação.

É importante destacar que o próprio cometa Halley não estará visível. As Orionídeas são resultado apenas dos fragmentos deixados pela passagem anterior do astro pela órbita terrestre.

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