Pré-candidato ao governo do Ceará evita comentar crise interna do PL envolvendo família Bolsonaro

Ciro Gomes se recusa a comentar sobre a crise entre Michelle e Flávio Bolsonaro, afirmando que se trata de questão interna do Partido Liberal.
A crise entre Michelle e Flávio Bolsonaro ganha novos contornos nesta quarta-feira, 26 de junho, com a postura de esquiva adotada por Ciro Gomes, pré-candidato tucano ao governo cearense e figura central na polêmica familiar.
Ciro Gomes recusa comentar sobre a disputa
Ao ser questionado pelo portal G1, o pré-candidato negou conhecimento sobre o teor do vídeo em que Michelle critica o filho da família Bolsonaro. “Não vi e nem vou ver. É uma questão do PL nacional e envolve coisas muito mais complexas do que a nossa paróquia aqui. Eu sigo aqui tranquilo”, declarou Ciro, reforçando que seu foco permanece em seu projeto de “emancipação do Ceará”.
A origem da tensão no Partido Liberal
Apesar da tentativa de Ciro em se afastar, sua candidatura foi o estopim da crise. Em dezembro, Michelle expressou publicamente sua rejeição à decisão do diretório cearense do PL de apoiar o tucano, argumentando não aceitar coligação com “um homem que é contra o maior líder da direita”. A ex-primeira-dama se referia à oposição histórica de Ciro ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Relato de desrespeito e silêncio
Flávio reagiu nas redes sociais acusando Michelle de “atropelar a vontade do pai”. Posteriormente, a ex-primeira-dama relatou que tentou contato direto com Flávio para resolver o desentendimento, mas foi recebida com frieza. Segundo seu testemunho, Flávio a orientou a se manter afastada das decisões partidárias, alegando que ela havia chegado “ontem” e desconhecia os meandros da política. Desde então, o distanciamento entre ambos se aprofundou, evidenciando fraturas na coesão da base bolsonarista no Ceará.
Implicações políticas para 2026
A postura de Ciro em se esquivar reflete o incômodo causado pela aliança. Sua candidatura cearense depende do apoio do PL, mas a oposição da ala Bolsonaro à coligação compromete recursos e engajamento. A estratégia adotada de minimizar a importância do conflito sugere uma tentativa de preservar os alinhamentos conquistados sem antagonizar diretamente a família que ainda exerce influência significativa na base conservadora brasileira.





