Cleitinho cobra compensação a empresários após aprovação do fim da escala 6×1

Senador defende desoneração da folha de pagamento e redução de impostos como contrapartida aos patrões

Cleitinho cobra compensação a empresários após aprovação do fim da escala 6×1
Senador Cleitinho Azevedo durante discurso no Senado

Senador Cleitinho Azevedo defende medidas de compensação aos empresários após votação que aprovou o fim da escala 6×1

O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) defendeu a criação de medidas de compensação aos empresários após a aprovação do fim da escala de trabalho 6×1, votada nesta quarta-feira (14/10).

Durante a votação, o parlamentar cobrou do Congresso Nacional a desoneração da folha de pagamento e a redução de impostos como contrapartida aos patrões. Cleitinho afirmou que o Legislativo deveria “cortar da própria carne” ao invés de transferir sacrifícios aos trabalhadores e empresários.

“Nós, senadores, vamos fazer o nosso trabalho, fazer a 5×2 e que, o mais rápido possível, a gente possa dar contrapartida pro empresário, desonerar a folha, reduzir imposto. E cortar da própria carne. Quem tem que cortar da própria carne não é o trabalhador nem o empresário, é o Congresso”, afirmou.

O senador também criticou os privilégios dos parlamentares e comparou as condições de trabalho da população com os benefícios oferecidos aos integrantes do Congresso Nacional. Segundo Cleitinho, trabalhadores em ônibus lotados não têm acesso a mordomias enquanto legisladores contam com plano de saúde vitalício.

“Você, trabalhador, quando você tá pegando ônibus lotado, não tem direito a mordomia, enquanto o Congresso tem direito a plano de saúde vitalício e um monte de privilégios. Precisamos resolver isso o mais rápido possível”, declarou.

Cleitinho criticou ainda o custo do Legislativo e afirmou que os trabalhadores não podem continuar arcando com sacrifícios enquanto parlamentares mantêm seus benefícios. O senador destacou que, desde julho quando o Congresso entrou em recesso, a instituição permaneceu parada enquanto trabalhadores enfrentavam dificuldades.

“Desde julho, quando entramos em recesso, enquanto o trabalhador tá lotado, o Congresso ficou parado. Um Congresso caro. Fonte de riqueza é você, trabalhador. Peço sensibilidade e consciência humana para a gente dar dignidade”, disse antes da votação.

O senador reconheceu a atuação de Reginaldo Lopes (PT-MG) na defesa da redução da jornada de trabalho. Cleitinho afirmou que a discussão não deve ser tratada como disputa ideológica, mas como luta pelos direitos dos trabalhadores.

“Reginaldo, quero reconhecer isso. É a sua luta. Essa luta não é de esquerda nem de direita, mas do trabalhador”, concluiu.

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