Nova plataforma lançada em Brasília reúne líderes para desenvolver o mercado de energia eólica em alto-mar no Brasil

Brasil lança coalizão para desenvolver mercado de eólicas offshore, com potencial de movimentar R$ 900 bilhões até 2050.
Confira a programação para regulamentação e lançamento da coalizão
7 de fevereiro / Brasília: Lançamento oficial da Coalizão Eólica Marinha (CEM), plataforma que reúne empresas e instituições para desenvolver o mercado de energia eólica offshore no Brasil.
Semana anterior: Aprovação pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) da resolução que estabelece diretrizes para o marco legal das eólicas offshore.
- Até maio: Previsão do governo federal para publicação do decreto que oficializará a concessão de áreas para exploração em alto-mar.
Potencial econômico e geração de emprego com as eólicas offshore no Brasil
O lançamento da coalizão para eólicas offshore em Brasília marca um avanço decisivo para um mercado que pode movimentar até R$ 900 bilhões até 2050, segundo estimativas do Banco Mundial. Roberta Cox, diretora-presidente da coalizão, ressalta que o setor tem potencial significativo para geração de emprego, estimado em até 500 mil postos de trabalho no mesmo período conforme dados do Ministério de Minas e Energia (MME). O desenvolvimento da cadeia logística e da infraestrutura necessária para os projetos em alto-mar será fator crucial para o crescimento sustentável do segmento.
Marco regulatório e concessão de áreas para exploração em alto-mar
A recente aprovação da resolução pelo CNPE estabeleceu os parâmetros para a criação do marco legal das eólicas offshore, contemplando dois modelos principais para concessão das áreas: a oferta permanente, que permite que os empreendedores escolham e solicitem autorização para áreas disponíveis, e a oferta planejada, quando o governo seleciona as regiões e realiza leilões para concessão. A definição da agência reguladora responsável pelo processo ainda está em aberto, com a Aneel e a ANP como candidatas, enquanto o Ibama já atua em licenciamento prévio para projetos específicos.
Principais atores internacionais e nacionais envolvidos no mercado de eólicas offshore
A Coalizão Eólica Marinha conta com fundadores renomados, como o Global Wind Energy Council (GWEC), referência mundial no setor. Entre os integrantes estão empresas internacionais como Ocean Winds, Mingyang, Windar, além da brasileira Ocêanica, especializada em soluções submarinas para energia offshore. Grandes companhias globais com atuação no mercado energético, como Petrobras, Shizen Energy, Copenhagen Infrastructure Partners, Equinor, TotalEnergies e Shell, também demonstram interesse pelo crescimento desse setor no Brasil, alinhado com as políticas públicas e o interesse do Congresso em expandir fontes renováveis.
Impactos estratégicos e regionais da energia eólica offshore no Brasil
O potencial para instalação de parques eólicos offshore está focado nas macrorregiões Nordeste, Sudeste e Sul, com capacidade estimada de até 1.200 GW. A exploração dessas fontes de energia limpa não só diversifica a matriz energética nacional, como também contribui para o desenvolvimento econômico regional e para a redução das emissões de gases de efeito estufa. A integração dessa nova fronteira energética exige planejamento detalhado para mitigar impactos ambientais e garantir o diálogo com comunidades litorâneas, fortalecendo a sustentabilidade dos empreendimentos.
Desafios e próximos passos para a consolidação do setor eólico offshore no Brasil
Apesar do entusiasmo gerado pela coalizão e pelo potencial econômico, desafios regulatórios e logísticos permanecem. A definição final do marco regulatório, a escolha da agência reguladora e a estruturação de processos de concessão são etapas cruciais para assegurar segurança jurídica e atratividade ao mercado. O cronograma aponta que os primeiros projetos poderão iniciar a entrega de energia em cerca de oito a dez anos após a liberação das áreas, demandando investimento contínuo em pesquisa, tecnologia e capacitação para posicionar o Brasil como protagonista global na energia eólica offshore.




