Artigo questiona confisco de passaporte realizado sete minutos após resultado e cita reportagens de jornais americanos e alemão

Artigo questiona perseguição a opositores após eleição e cita reportagens de The Wall Street Journal, The Washington Post e jornal alemão Welt
Um colunista da Gazeta do Povo critica o que chama de perseguição política contra opositores após as eleições recentes. O autor questiona a validade democrática de decisões tomadas contra a oposição imediatamente após o resultado eleitoral.
Segundo o texto, sete minutos após o anúncio do resultado das eleições, um passaporte teria sido confiscado. O colunista afirma que esse ato não seria consistente com princípios democráticos e questiona o apoio que recebe de intelectuais, artistas e jornalistas.
O autor cita reportagens publicadas por The Wall Street Journal, The Washington Post e pelo jornal alemão Welt que teriam abordado questões como derretimento do devido processo legal, atos populistas durante o período eleitoral, campanha de mentiras e decisão de um juiz ampliando o horário de votação.
O colunista critica o que descreve como aplicação seletiva da lei. De acordo com seu argumento, haveria “punição que antecede a investigação e o julgamento – mas só para a oposição e os dissidentes. A compreensão e a leniência são infinitas para o lado esquerdo. Para o direito, sobra a repressão”.
O texto argumenta que a campanha não teria sido apenas para vencer eleições, mas para “caracterizar seus adversários como traidores que devem ser eliminados”. O autor compara essa retórica a declarações de ativistas de esquerda sobre presos políticos em regimes autoritários, sugerindo paralelos históricos com a União Soviética.
O colunista afirma que há interpretações segundo as quais a tentativa de manter a liberdade serviria como evidência de crime, em lógica que ele considera inversa ao Estado de Direito.



