Começa julgamento de PMs acusados de matar delator do PCC

Antônio Vinicius Lopes Gritzbach Foto: Reprodução/ Print de vídeo YouTube CidadeAlertaRecord

Tribunal do júri inicia nesta segunda-feira em São Paulo para julgar três policiais militares envolvidos na execução de Antônio Vinicius Lopes Gritzbach no aeroporto de Guarulhos

Começa julgamento de PMs acusados de matar delator do PCC
Antônio Vinicius Lopes Gritzbach, delator do Primeiro Comando da Capital. Foto: Reprodução/Print de vídeo YouTube CidadeAlertaRecord — Antônio Vinicius Lopes Gritzbach Foto: Reprodução/ Print de vídeo YouTube CidadeAlertaRecord

Começa nesta segunda-feira o julgamento de três policiais militares acusados pela execução do delator do PCC no aeroporto de Guarulhos em novembro de 2024.

Julgamento delator PCC inicia em São Paulo nesta segunda-feira

Abre nesta segunda-feira (22) o tribunal do júri dos três policiais militares acusados pela execução de Antônio Vinicius Lopes Gritzbach, delator do Primeiro Comando da Capital morto a tiros de fuzil em novembro de 2024 no Aeroporto Internacional de Guarulhos. O crime chocou o país por revelar o poderio bélico e alcance do crime organizado em infraestruturas críticas.

Gritzbach, aos 38 anos, era investigado por lavagem de dinheiro para a facção e vinha colaborando com o Ministério Público do Estado em uma das principais investigações contra o crime organizado dos últimos anos. Seu assassinato contou com preparação e execução profissional, indicando envolvimento de integrantes da polícia.

Os réus e as acusações

Três policiais militares respondem diretamente pelo crime: o soldado Ruan Silva Rodrigues e o cabo Denis Antônio Martins, apontados como os atiradores, e o tenente Fernando Genauro da Silva, acusado de transportar os executores até o local. Os três estão presos preventivamente no Presídio Militar Romão Gomes.

Os acusados enfrentam imputações de dois homicídios consumados qualificados e duas tentativas de homicídio igualmente qualificadas. A pena mínima prevista chega a 51 anos de cadeia, sendo 21 anos apenas pelo assassinato de Gritzbach.

Vítimas colaterais e impacto

Além do delator, o atentado resultou na morte do motorista de aplicativo Celso Araújo Sampaio de Novais, de 41 anos, atingido nas costas dentro do terminal aeroportuário. Ao menos outras duas pessoas saíram feridas do episódio, ampliando o alcance da violência direcionada.

O julgamento marca momento crítico para investigações de segurança pública e crime organizado no Estado de São Paulo, estabelecendo precedente sobre envolvimento de agentes da lei em crimes desta magnitude.

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