Movimento com 265 mil signatários questiona aumento de carga tributária e dívida pública, que atingiu 82,9% do PIB em agosto

Movimento com mais de 265 mil signatários divulga manifesto de apoio ao candidato do PL e defende mudanças na condução econômica
O Convergência Brasil divulgou manifesto neste sábado (17) declarando apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. A organização, que reúne mais de 265 mil signatários entre empresários, juristas, economistas e representantes de diferentes setores, afirma que o programa do candidato está mais próximo de seus compromissos.
O documento, intitulado “Eleições devem ser decididas por projetos, não pelo medo”, questiona a associação entre a candidatura de Bolsonaro e riscos à democracia. Segundo o manifesto, a alternância de poder e o funcionamento das instituições democráticas são argumentos para contestar essa relação. O movimento também defende que o debate eleitoral deve priorizar as propostas dos candidatos em vez de se concentrar nos riscos atribuídos a cada um.
O Convergência Brasil apresentou críticas aos números das contas públicas do governo Lula (PT). De acordo com o manifesto, a carga tributária bruta atingiu 32,4% do PIB em 2025, descrito como o maior percentual da série do Tesouro Nacional iniciada em 2010. A dívida bruta chegou a 82,9% do PIB em agosto de 2026, nível mais alto desde 2021.
O movimento estima em mais de R$ 350 bilhões o total de medidas criadas ou ampliadas pelo governo neste ano eleitoral, entre crédito subsidiado, benefícios e renúncias fiscais. De acordo com o Convergência Brasil, 94% dos benefícios anunciados até meados de 2026 ficaram fora do limite de gastos do arcabouço fiscal.
Outro indicador crítico citado no documento é a taxa de investimento, que ficou em 16,8% do PIB em 2025. Para a organização, o percentual está abaixo do necessário para sustentar o crescimento econômico. O manifesto também cobra metas fiscais claras e transparência em indicações de integrantes de um eventual governo Bolsonaro.
O presidente do Convergência Brasil, Luís Felipe Teixeira do Amaral, chamou atenção para as contas públicas como fator determinante para a decisão de apoiar o candidato. A organização reafirma que sua atuação apartidária não a impede de se posicionar diante das escolhas eleitorais, baseando-se na avaliação de qual programa está mais alinhado a seus compromissos.



