Copel aumenta limite de endividamento e mantém repasse de lucros

Companhia paranaense eleva meta de alavancagem financeira de 2,8 para 2,9 vezes e amplia prazo de ajuste de um para dois anos

Copel aumenta limite de endividamento e mantém repasse de lucros
Sede da Copel em Curitiba. Foto: Albari Rosa / AEN

A Companhia Paranaense de Energia elevou sua meta de alavancagem financeira para potencializar resultados, mas mantém dividendos aos acionistas sem alterações.

A Companhia Paranaense de Energia aumenta endividamento com objetivo de financiar operações e investimentos de forma mais agressiva. A decisão foi comunicada como parte de um realinhamento estratégico da política financeira da estatal paranaense.

Índice de alavancagem sobe para 2,9 vezes

O novo patamar estabelecido pela Copel traduz-se em maior flexibilidade para utilizar recursos emprestados no financiamento de suas atividades. A métrica de alavancagem mede a proporção entre o endividamento total e a capacidade de geração de caixa operacional. Com a elevação de 2,8 para 2,9 vezes, a empresa sinaliza confiança em sua capacidade de serviço da dívida enquanto busca potencializar retornos.

Faixa de segurança expandida

O intervalo considerado adequado pela empresa também se ampliou. Anteriormente situado entre 2,5 e 3,1 vezes, agora varia de 2,6 a 3,2 vezes a geração de caixa. Essa margem maior oferece maior flexibilidade operacional, ainda que reduza a margem de segurança tradicional em caso de cenários adversos ou mudanças nas condições econômicas.

Prazo de ajuste estendido

Caso o endividamento ultrapasse os limites estabelecidos, a Copel terá até dois anos para retornar ao patamar ideal. A ampliação do período de ajuste — anteriormente de apenas um ano — demonstra visão mais pragmática sobre as possibilidades de recomposição das métricas financeiras.

Dividendos mantêm estrutura atual

A empresa reafirmou que nenhuma alteração será introduzida na política de distribuição de lucros aos acionistas. Os dividendos continuam baseados em três fundamentos: manutenção do endividamento dentro dos limites de segurança; repasse mínimo de 75% do lucro líquido aos investidores; e pagamento de proventos ao menos duas vezes por ano. Essa manutenção do compromisso com os acionistas busca equilibrar a estratégia de maior alavancagem com o retorno esperado pelos investidores.

Continue acompanhando nosso portal para mais notícias!

plugins premium WordPress