Criança pode perder visão após ataque cruel em Araranguá

Reprodução/Fundação Abrinq/ND Mais

Investigação aponta tentativa de homicídio qualificado contra menino de 8 anos com risco de sequelas permanentes

Menino de 8 anos sofre ataque brutal em Araranguá, SC, e corre risco de perder a visão após investigação concluir tentativa de homicídio.

Investigação detalha agressão que pode causar perda de visão em criança

A criança pode perder visão após um ataque brutal ocorrido em Araranguá, no Sul de Santa Catarina, no dia 15 de maio. A Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCAMI) local concluiu a investigação sobre o caso que chocou a comunidade. Os dois suspeitos, já presos preventivamente, foram acusados formalmente de tentativa de homicídio qualificado contra menor de 14 anos, com agravante pela crueldade e também de lesão corporal. A delegada Eliane Chaves conduziu o inquérito, destacando a gravidade excepcional do crime.

Detalhes do crime e motivação dos agressores

Na madrugada do dia 15 de maio, os dois homens invadiram a residência da família, armados com pedaços de madeira e garrafas de vidro. Eles atacaram violentamente um jovem e seu irmão, a criança de 8 anos, que dormiam juntos. A motivação atribuída à violência foi um suposto furto de celulares envolvendo familiares dos agressores, atribuído ao irmão da criança. Essa retaliação resultou em um ataque desproporcional e brutal, evidenciando uma escalada da violência motivada por conflitos familiares e sociais.

Estado de saúde da vítima após agressão grave

A perícia policial constatou que a criança sofreu politraumatismo com múltiplas fraturas na face e na base do crânio, acompanhadas de lesão ocular severa e contusões hemorrágicas intracranianas. O laudo médico indicou risco iminente de perda permanente da visão em um dos olhos, além da possibilidade de sequelas neurológicas irreversíveis. No dia seguinte ao ataque, a vítima foi transferida para um hospital em Florianópolis, onde passou por cirurgias delicadas para tentar minimizar os danos. O quadro permanece grave, demandando acompanhamento clínico contínuo.

Impacto social e assistência à família vulnerável

A DPCAMI comunicou a situação de vulnerabilidade social da família à rede municipal de assistência social para garantir suporte necessário após a alta hospitalar da criança. A medida inclui disponibilização de aluguel social e acompanhamento psicossocial, visando a proteção e recuperação do núcleo familiar. Essa ação reflete a necessidade de políticas públicas integradas para enfrentar situações de violência extrema e garantir amparo às vítimas e seus familiares em contextos de fragilidade.

Ações da polícia e perspectivas legais para os acusados

Com base na investigação, os dois suspeitos permanecem detidos preventivamente enquanto respondem pelos crimes de tentativa de homicídio qualificado e lesão corporal. A acusação destaca a crueldade e a vulnerabilidade da vítima para agravar a pena. O andamento do processo judicial buscará garantir a responsabilização adequada, além de prevenir novos episódios de violência na região. O caso também reforça a importância do trabalho da DPCAMI e das forças de segurança no combate à violência contra crianças.

Este caso trágico evidencia os efeitos devastadores da violência doméstica e comunitária, especialmente contra crianças, e a urgência em fortalecer mecanismos de proteção social e legal. A situação em Araranguá serve como alerta para autoridades e sociedade sobre a necessidade de ações integradas para prevenir e enfrentar agressões dessa natureza.

Fonte: ndmais.com.br

Fonte: Reprodução/Fundação Abrinq/ND Mais

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