Cristãos libertados após trabalho forçado no Irã enfrentam nova fase de desafios

Ahmad Sarparast e Ayoob Poor-Rezazadeh. (Foto: Article 18)

Ahmad Sarparast e Ayoob Poor-Rezazadeh foram liberados após anos de prisão e trabalho não remunerado sob o regime iraniano

Dois cristãos iranianos foram libertados após prisão e trabalho forçado, enfrentando restrições religiosas severas no Irã.

Contexto da libertação de cristãos libertados no Irã em maio de 2026

Ahmad Sarparast e Ayoob Poor-Rezazadeh foram libertados em maio de 2026 após um período que expôs as dificuldades enfrentadas por cristãos libertados no Irã. Detidos desde setembro de 2021, os dois membros de igrejas domésticas cumpriram penas que combinaram prisão e trabalho forçado não remunerado sob o regime aberto. Essa situação reflete a complexa e severa realidade religiosa imposta pelo governo iraniano, que monitora e reprime práticas cristãs não autorizadas, especialmente aquelas relacionadas a conversões ou atividades evangelísticas.

Acusações e sentenças impostas pelo regime iraniano

Ahmad e Ayoob foram acusados de “envolvimento em propaganda desviante contrária à sagrada religião do Islã” e de manter “conexões com líderes estrangeiros”. Condenados inicialmente a cinco anos de prisão, eles passaram parte do tempo encarcerados e o restante cumprindo penas sob trabalho forçado em fábricas locais, sem qualquer remuneração. O caso também envolveu Morteza Mashoodkari, cuja sentença foi reduzida, culminando em sua libertação antes deles, em dezembro de 2024. Essas decisões judiciais representam um endurecimento das penalidades contra membros de igrejas domésticas, especialmente sob as emendas ao Artigo 500 do código penal islâmico de 2021.

Trabalho forçado como instrumento de repressão religiosa

Durante dois anos e meio, Ahmad e Ayoob foram obrigados a trabalhar em condições precárias e sem pagamento. O regime aberto imposto pelo governo permitia que eles cumprissem suas penas fora do cárcere, desde que se submetessem a esse trabalho compulsório. Essa prática evidencia uma forma de repressão que vai além da simples detenção, buscando também explorar e controlar os detentos mesmo quando fora das prisões. A libertação total em maio de 2026 só foi possível após a conclusão oficial das sentenças, sinalizando o fim formal desse período de privação de liberdade e exploração.

Perseguição religiosa e o crescimento das igrejas domésticas no Irã

O Irã mantém uma política rigorosa contra a prática do cristianismo, especialmente para aqueles que abandonam o Islã. A apostasia é criminalizada sob a lei islâmica (Sharia), e atividades como reuniões religiosas não autorizadas, evangelização e distribuição de Bíblias são proibidas. Apesar disso, relatos indicam um crescimento das igrejas domésticas, que atuam de forma clandestina para evitar a repressão. O país ocupa atualmente a 10ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2026, reforçando a gravidade dos desafios enfrentados pelos cristãos iranianos.

Implicações e o futuro dos cristãos libertados no Irã

A libertação de Ahmad Sarparast e Ayoob Poor-Rezazadeh representa um marco, mas não diminui as dificuldades enfrentadas por cristãos libertados no Irã. A fiscalização rigorosa, o trabalho forçado e a ameaça constante de novas detenções mantêm um ambiente hostil para a prática religiosa não oficial. Organizações que monitoram a situação destacam a necessidade de atenção contínua para os direitos humanos e religiosos no país, bem como o apoio àqueles que vivem sob esse regime repressivo. A trajetória desses cristãos libertados é símbolo da luta por liberdade religiosa em um contexto de severa perseguição.

Fonte: folhagospel.com

Fonte: Ahmad Sarparast e Ayoob Poor-Rezazadeh. (Foto: Article 18)

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