A 16ª edição da Bienal de Curitiba traz mais de 300 artistas de 38 países ao Museu Oscar Niemeyer, além de teatro, dança e cinema na programação cultural de junho

A 16ª edição da Bienal Internacional de Curitiba reúne mais de 300 artistas de cinco continentes em exposições, performances e ações urbanas até novembro.
A Bienal Internacional de Curitiba, em sua 16ª edição, retorna aos espaços culturais paranaenses com foco na apresentação de perspectivas artísticas globais, agregando mais de 300 criadores provenientes de 38 nações distribuídas entre os cinco continentes. A mostra se estende até 15 de novembro, ocupando o Museu Oscar Niemeyer como epicentro expositivo e expandindo-se para outras localidades da capital.
Exposições e instalações no centro das atenções
O Museu Oscar Niemeyer funciona como espaço principal da Bienal, relação que marca toda sua trajetória institucional. A exposição Poéticas da Memória e da Matéria, sob curadoria de Tereza de Arruda, configura-se como grande atração desta edição. O trabalho apresenta criações da artista Chiharu Shiota, figura consolidada no circuito de arte contemporânea mundial, explorando diálogos entre memória e materialidade em instalações que provocam reflexão sensorial.
A estrutura da programação contempla, além de exposições tradicionais, instalações imersivas, performances ao vivo e ações que ocupam espaços urbanos de forma intencional. Esta diversidade de formatos amplia o acesso do público a diferentes modos de experiência estética.
Artes cênicas movimentam agenda teatral
O Teatro Guaíra consolida sua programação com o retorno de GiselleS, interpretação contemporânea do balé clássico mais celebrado da história da dança. O Balé Teatro Guaíra encerra sua temporada desta produção com apresentações que incluem recursos de acessibilidade. Os últimos espetáculos ocorrem nos dias 19 e 20 de junho, ambos às 20h30, e no dia 21 às 18h. A sessão do sábado oferecerá interpretação em Libras e audiodescrição para públicos surdos e com deficiência visual.
O espetáculo O Céu da Língua, criação de Gregório Duvivier, volta ao cartaz do Guairão após temporadas anteriores que registraram ocupação plena. Quatro apresentações estão agendadas para os dias 22 e 23 de junho, com sessões às 19h e às 21h30.
Diálogos com criadores e profissionais da cultura
Gregrório Duvivier marca presença no Auditório Paul Garfunkel da Biblioteca Pública do Paraná na terça-feira, 23 de junho, às 11h, para conversa com Luiz Felipe Leprevost, diretor da instituição. O encontro propõe reflexão sobre intersecções entre poesia e realidade contemporânea, sob o título O que a poesia tem a ver com tudo isso?
O Museu da Imagem e do Som do Paraná aproveita a data do Dia do Cinema Brasileiro (19 de junho) para mediar discussão sobre panorama histórico, obstáculos enfrentados e avanços conquistados pela cinematografia nacional. O diretor e roteirista Pedro Guindani conduzirá a conversa, trazendo perspectiva profissional sobre o setor.
Confira a programação completa
Centro Cultural Teatro Guaíra — Auditório Bento Munhoz da Rocha Neto (Guairão)
GiselleS: sexta-feira (19) às 20h30
GiselleS: sábado (20) às 20h30 — com Libras e audiodescrição
GiselleS: domingo (21) às 18h
Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada) via DiskIngressos e bilheteria do Teatro Guaíra
O Céu da Língua: 22 e 23 de junho às 19h
O Céu da Língua: 22 e 23 de junho às 21h30 (sessões extras)
Ingressos: a partir de R$ 60,00 (meia-entrada) via DiskIngressos e bilheteria
Biblioteca Pública do Paraná — Auditório Paul Garfunkel
Conversa com Gregório Duvivier: terça-feira (23) às 11h
Tema: O que a poesia tem a ver com tudo isso?
Participação de Luiz Felipe Leprevost, diretor da BPP
Museu da Imagem e do Som do Paraná
Fala sobre cinema brasileiro: em comemoração ao Dia do Cinema Brasileiro (19 de junho)
Abordagem de perspectiva histórica, desafios e conquistas
- Condução: Pedro Guindani, diretor e roteirista
A sobreposição dessas iniciativas reafirma Curitiba como centro de produção e circulação cultural, onde expressões artísticas de naturezas distintas coexistem em calendário denso e acessível à população.





